Enviado especial para a Síria pede que país esteja no topo da agenda do G20

27 junho 2019

Conselho de Segurança debateu situação no país; representante disse que conflito deve estar no topo da agenda da reunião do G20, que acontece no Japão; em Genebra, decorreu encontro sobre situação humanitária. 

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Geir Pedersen, disse esta quinta-feira que “existem imensas necessidades humanitárias e de proteção dentro do país e fora dele.”

Pederson participou em um encontro do Conselho de Segurança, em Nova Iorque, sobre a Síria. Segundo o enviado, a comunidade internacional deve procurar um cessar fogo em todo o país.

Cessar fogo

Enviado especial para a Síria, Geir Pederson
Enviado especial para a Síria, Geir Pederson, Foto ONU/Loey Felipe

Sobre a situação  na cidade de Idlib e arredores, o enviado disse que “infelizmente os combates continuam” e que envolvem “muito frequentemente o uso indiscriminado de força.”

Pederson afirmou que “ataques contra civis e infraestruturas civis são inaceitáveis” e “devem parar sem demora.”

Segundo o representante, neste momento não existe um grupo internacional que reúna todas as partes interessadas para encontrar uma solução para o conflito. Destacando o encontro do G20, que acontece esta semana em Osaka, no Japão, ele pediu que a situação na Síria estivesse no topo da agenda.

Ele expressou vontade que a “Rússia e a Turquia possam trabalhar ao mais alto nível para estabilizar a situação em Idlib” e que “a Rússia e os Estados Unidos possam continuar conversas recentes e aprofundar o diálogo ao mais alto nível.”

Para Pederson, estes encontros são importantes porque “cooperação entre estes países será um elemento fundamental da cooperação internacional na Síria.”  

Situação humanitária

Também esta quinta-feira, em Genebra, aconteceu o encontro da Força de Trabalho Humanitário para a Síria.

Durante a reunião, o conselheiro Humanitário para o enviado especial para a Síria, Najat Rochdi, disse que o país “continua sendo uma das crises humanitárias mais complexas do mundo.”

O representante afirmou que, no noroeste da Síria, “um nível inaceitável de violência continua afetando civis, trabalhadores humanitários e infraestrutura civil.”

Segundo Rochdi, mais de 300 civis foram mortos, incluindo muitas mulheres e crianças. Na semana passada, uma ambulância foi atingida em ataques aéreos. Três trabalhadores médicos, que estavam fornecendo assistência e uma paciente foram mortos.

Deslocados

Cerca de 330 mil moradores foram deslocados desde o início dos combates. As pessoas estão constantemente em movimento em busca de segurança. O conselheiro destacou relatos de algumas pessoas que tiveram que sair de suas casas em média cinco vezes desde o início do conflito, algumas foram deslocadas mais de dez vezes.

Em outra região, Rukban, cerca de 27 mil pessoas continuam sem os serviços mais básicos e com extrema necessidade de assistência humanitária e de proteção. No campo de Al Hol, continuam vivendo 73 mil pessoas, a grande maioria mulheres e crianças, incluindo alguns recém-nascidos.

O conselheiro disse que, apesar de um ambiente operacional difícil, em média 6 milhões de pessoas continuam recebendo alguma forma de assistência humanitária todos os meses.

Para 2019, o Plano de Resposta Humanitária da Síria requer US$ 3,3 bilhões para ajudar mais de 11 milhões de sírios. Até esse momento, a operação está financiada a 23%.

 

 

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