Metade da população centro-africana enfrenta insegurança alimentar

21 junho 2019

PMA alerta que 1,8 milhão de pessoas estão em risco; conflito, insegurança, deslocamento da população e elevados preços dos alimentos agravam fome; mais de 620 mil pessoas foram forçadas a sair de casa tornando-se ainda mais vulneráveis.

Mais de 1,8 milhão de pessoas na República Centro-Africana, quase metade da população do país, estão em situação de grave insegurança alimentar.

De acordo com o Programa Mundial de Alimentação, PMA, estas pessoas não sabem de onde virá a próxima refeição durante a época de escassez que vai de maio até agosto.

Relatório

O PAM alerta que a violência e o conflito têm afetado o país durante muitos anos, por isso, o seu povo não pode ser esquecido.
O PAM alerta que a violência e o conflito têm afetado o país durante muitos anos, por isso, o seu povo não pode ser esquecido.
​​​​​​​Unicef/Ashley Gilbertson

Os dados são do Relatório de Classificação da Fase de Segurança Alimentar Integrada, IPC, que fornece uma classificação da gravidade das emergências alimentares, usando padrões e linguagem comuns, numa escala com cinco níveis. O nível 1 classifica o stress mínimo em segurança alimentar, sendo o nível 5 classificado como catástrofe .

A publicação indica que dos 1,8 milhão de pessoas em crise, nível 3 do IPC ou acima, mais de 465 mil estão em condições de emergência, nível 4, durante a época de escassez.

Entre maio e agosto de 2019, 5 áreas com alta concentração de pessoas deslocadas, Bria, Kaga-Bandoro, Obo, Rafai e Zémio, vivem uma situação de emergência de insegurança alimentar.

Quase 1,35 milhão de pessoas, quase 30% da população analisada, estarão em grave insegurança alimentar, incluindo quase 274 mil pessoas em situação de emergência durante o período de colheita entre setembro e outubro de 2019.

Apelo

Apesar de um acordo de paz assinado em Bangui, em fevereiro, as condições de segurança continuam voláteis com ataques regulares, principalmente nas cidades de Haut-Kotto, Haut Mbomou e Basse-Kotto.

Os grupos armados que não assinaram este acordo continuam incursões nas principais rotas de abastecimento e ao redor das grandes cidades, o que dificulta o acesso humanitário.

O PAM alerta que a violência e o conflito têm afetado o país durante muitos anos, por isso, o seu povo não pode ser esquecido. A agência pede à comunidade internacional que apoie os esforços regionais de paz e a assistência humanitária aos  necessitados.

Mais de 620 mil pessoas foram forçadas a sair das suas casas e os seus meios de subsistência foram interrompidos. Elas são os mais afetados pela insegurança alimentar, de acordo com o IPC.

A assistência alimentar e nutricional do PAM é crítica para grupos como pessoas deslocadas internamente e refugiados que dependem exclusivamente da assistência humanitária para atender às suas necessidades alimentares. Todos os meses, o PAM atende cerca de 600 mil pessoas no país.

 

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