Botsuana lança nova estratégia para eliminar epidemia de HIV/ Sida

21 junho 2019

Unaids, o país fez “progressos significativos” na resposta à epidemia; das 380 mil pessoas que vivem com o vírus em 2017, 320 mil têm acesso ao tratamento; diretora-executiva da Unaids reuniu também com membros da sociedade civil do Botsuana.

O Botsuana reafirmou o seu compromisso de acabar com a epidemia de HIV/ Sida como uma ameaça à saúde pública até 2030, com o recente lançamento de duas novas estratégias de cinco anos.

O terceiro Quadro Estratégico Nacional para o HIV/ Sida e a Estratégia Multissectorial para a Prevenção de Doenças Não Transmissíveis irá, até 2023, orientar a resposta estratégica do governo para melhorar os resultados de saúde para a população do país.

Estratégias

O país adotou a estratégia da Opção B +, que oferece às mulheres o tratamento ao longo da vida e a estratégia de "testar e tratar", que proporciona um tratamento imediato aos portadores do vírus.Banco Mundial/ Arne Hoel

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o HIV/ Sida, Unaids, o país fez “progressos significativos” na resposta à epidemia do HIV nos últimos anos.

Das estimadas 380 mil pessoas que vivem com o vírus em 2017, 320 mil têm acesso ao tratamento antirretroviral.

O Botsuana foi o primeiro país da África Oriental e Austral a fornecer tratamento gratuito e universal às pessoas que vivem com o HIV.

O país adotou a estratégia da Opção B +, que oferece às mulheres o tratamento ao longo da vida e a estratégia de "testar e tratar", que proporciona um tratamento imediato aos portadores do vírus.

Apresentação

Durante uma visita de dois dias ao país na semana passada, a diretora-executiva do Unaids, Gunilla Carlsson, participou no lançamento oficial das novas estratégias de saúde.

Durante a cerimónia, o Presidente do Botsuana, Mokgweetsi Masisi, explicou que “como país, é necessário renovar o foco e priorizar novamente a agenda sobre a resposta ao HIV para atingir as metas de 2020 e a visão para acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030.

Além disso, também será daa prioridade às doenças não transmissíveis, que, segundo o chefe de Estado,  “se tornaram uma nova epidemia que ameaça a saúde como nação, bem como a agenda de desenvolvimento nacional.”

Durante a sua visita, Carlsson também nomeou a primeira-dama do Botsuana, Neo Masisi, como Embaixadora Especial para o Empoderamento e Envolvimento dos Jovens no Botsuana.

Encontros

A diretora-executiva da Unaids reuniu também com membros da sociedade civil onde pode ouvir alguma das preocupações, especialmente entre pessoas mais jovens, em relação à adesão ao tratamento e prevenção do HIV.

Na sequência da decisão do Tribunal Superior do Botsuana de descriminalizar as relações entre pessoas do mesmo sexo, membros da comunidade Lgbti expressaram esperança. No entanto, também advertiram que é necessário continuar a trabalhar para lidar com o estigma e a discriminação.

Durante sua visita, Carlsson também visitou Ramotswa, uma aldeia perto de Gaborone, para testemunhar como as comunidades se estão a unir para acelerar a resposta à doença.

 

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