Nações Unidas querem mais apoio internacional para países africanos assolados por ciclones

15 junho 2019

Apelo foi feito pela secretária-geral adjunta para os Assuntos Humanitários e vice-coordenadora de Assistência de Emergência, Ursula Mueller; Moçambique precisa de US$ 440 milhões e Zimbabué US$ 294 milhões.*

Um grupo de funcionários das Nações Unidas coordenado pela secretária-geral assistente para os Assuntos Humanitários, Ursula Mueller, terminou esta semana uma visita a Moçambique, ao Zimbabué e ao Maláui.

Funcionários da ONU coordenado pela secretária-geral assistente para os Assuntos Humanitários, Ursula Mueller, terminaram esta semana uma visita a Moçambique, ao Zimbabué e ao Maláui. Foto: ONU/Manuel Elias

Mudança Climática

Em 24 junho, as Nações Unidas acolhem um evento internacional para analisar e propor medidas de resiliência para os três países.

Nas áreas afetadas, a também vice-coordenadora de Assistência de Emergência avaliou a resposta humanitária aos ciclones tropicais Idai e Kenneth. A representante apelou ao mundo para apoiar os países assolados, num momento em que enfrentam os desafios, riscos e impactos da mudança climática.

Ursula Mueller considera que apesar do impacto do ciclone Idai ter sido diferente nos três países, este fenómeno mostrou como os efeitos da mudança climática aumentam as necessidades humanitárias.

O Plano de Resposta Humanitária para Moçambique é de US$ 440 milhões, incluindo a resposta aos ciclones Idai e Kenneth e à seca predominante no sul do país. 

Ocha/Saviano Abreu
As necessidades agravadas por secas e inundações consecutivas em Moçambique podem prejudicar a colheita de março de 2020.

Decisão

Já o Zimbabué, país também afetado pelo Idai, precisa de US$ 294 milhões para dar resposta à seca, à crise económica e aos efeitos do ciclone Idai. O governo já recebeu financiamento de 75 milhões, que correspondem a 26% do montante necessário.

No Maláui, o último país visitado, Ursula Mueller apelou ao Governo e parceiros de desenvolvimento para enfrentar os desafios de longo prazo que causam crises humanitárias recorrentes no Maláui.

O grupo das Nações Unidas que esteve em Moçambique, no Maláui e no Zimbabué citou a importância de garantir que ninguém seja deixado para trás e que as pessoas deslocadas sejam reassentadas de maneira segura, digna, voluntária e informada.

*De Maputo para ONU News, Ouri Pota.

 

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