Macron, Merkel e Medvedev destacam visões sobre mercado laboral
BR

11 junho 2019

Representantes debatem em Genebra busca de soluções para os desafios relacionados ao futuro laboral; 108ª Conferência Internacional do Trabalho acontece até 21 de junho.

Líderes mundiais continuam intervindo sobre questões que se colocam no mercado laboral na 108ª Conferência Internacional do Trabalho, que iniciou nesta segunda-feira em Genebra.

O evento, que encerra no dia 21 de junho, destaca a importância das ações da Organização Internacional do Trabalho, OIT, em busca de soluções para os desafios relacionados ao futuro do trabalho.

Salário

Discursando na sessão que marca o centenário da agência da ONU, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que é preciso uma mudança essencial para o mundo do trabalho. Esta proposta incluiria um salário mínimo para toda a União Europeia, para enfrentar a crescente lacuna entre os mais ou menos abastados.

Macron disse que “a acumulação de riqueza nas mãos de poucos da globalização criou uma lei da selva”, que segundo ele “abriu as portas para a destruição, para o nacionalismo, para a xenofobia e para a desilusão com a democracia”.

Já o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, disse que um mundo de trabalho em rápida evolução obriga a reexaminar a forma como deve ser pensado o ambiente laboral.

O chefe do governo russo, disse que o seu país compartilha a missão e os objetivos da OIT na tarefa de transformar o trabalho do século 21, para que o ser humano liberte o seu potencial.

Necessidades

Medvedev lembrou a experiência da Revolução Russa, há mais de 100 anos, ao destacar que é essencial acompanhar as necessidades dos trabalhadores e as demandas da sociedade porque ignorá-las “leva a ramificações lamentáveis”.

O chefe do governo russo disse que o mesmo argumento é válido para certos Estados, para a economia global e o sistema de relações em geral.

A chanceler alemã, Ângela Merkel, disse que continua a ser necessário atuar em prol das condições dignas de trabalho, defendendo que continue o combate a práticas como o trabalho infantil

A representante lembrou que no mundo existem 152 milhões de crianças obrigadas a trabalhar e cerca de 73 milhões delas estão envolvidas em atividades perigosas.

Iniciativa

Merkel considerou a atual situação “inaceitável” e apelou ao trabalho conjunto para lidar com ela, pedindo aos delegados que apoiem a iniciativa da OIT para acabar com o flagelo, a nível global, até 2025.

A governante alemã disse ainda que a globalização também criou injustiças que levaram à exploração de 232 milhões de trabalhadores migrantes em setores como construção e atividades domésticas. Merkel lembrou que 700 milhões de pessoas vivem na pobreza, apesar de estarem trabalhando.

 

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