Conferência Internacional do Trabalho reúne 45 chefes de Estado e de governo

10 junho 2019

Encontro conta com mais de 5 mil participantes em Genebra; objetivo é discutir soluções para problemas como assédio e violência e criar um futuro com trabalho digno para todos; em 2019, Organização Internacional do Trabalho celebra 100º aniversário.

Começou esta segunda-feira, em Genebra, a Conferência Anual da Organização Internacional do Trabalho, OIT. Este ano, o evento marca o 100º aniversário da agência das Nações Unidas.

Nas próximas duas semanas, o encontro reúne as delegações de 187 Estados-membros, incluindo cerca de 45 chefes de Estado e de governo.

Objetivos

O diretor-geral da agência, Guy Ryder, disse que “este é um momento histórico, em que se reúnem mais de 5 mil delegados de cada canto do mundo para a sessão centenária da Conferência Internacional do Trabalho.”

Falando na abertura do encontro, Ryder afirmou que “apesar de toda a miséria de um mundo que ainda está dividido e em turbulência, apesar de toda a dificuldade das pessoas se conhecerem, acreditamos que, através da OIT, a justiça social será estabelecida no mundo.”

O primeiro dia do encontro contou com a participação de vários chefes de Estado e de governo, como o presidente de Itália e do Gana, a primeira-ministra da Noruega e o primeiro-ministro do Nepal.

Nos próximos dias, devem participar os presidentes da França, África do Sul, Geórgia e Chipre, o vice-presidente da Turquia, o primeiro-ministro da Rússia e a chanceler da Alemanha.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, discursa no dia 21 de junho.

Mensagens

Na abertura do encontro, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, disse que “muitos direitos modernos têm raízes no compromisso constante da OIT para com a dignidade de todos os seres humanos, independentemente de onde trabalhem ou qual seja sua ocupação.”

Diretor-geral da OIT, Guy Ryder, OIT/Crozet/Pouteau

O presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, disse que “existem inúmeras oportunidades para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, eliminar a desigualdade de gênero, reverter os danos causados pelas desigualdades globais e mudança climática.”

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, lembrou que a frase “trabalho digno para todos foi criada pela OIT” e que a agência tem sido “uma campeã da cooperação tripartida, criando regulações internacionais, direitos dos trabalhadores e condições igualitárias para competição e justiça social.”

O presidente da África do Sul lembrou o pedido de ajuda de Nelson Mandela, feito há 29 anos, que a agência concretizou. Cyril Ramaphosa disse que era “uma honra” estar presente para dizer obrigado.

Programa

Durante estas duas semanas, a agência diz que pretende “encontrar soluções para o mundo do trabalho”, discutir como “acabar com a violência e assédio” e “criar um futuro centrado nas pessoas com trabalho digno para todos.”

No encontro, Angola será representada pelo ministro da Administração Pública, Jesus Faria Maiato, Brasil pelo secretário especial para Segurança Social e Trabalho, Rogério Marinho, e Cabo Verde pela ministra da Justiça e do Trabalho, Janine Santos.

De Moçambique, participa a ministra do trabalho, emprego e segurança social, Vitoria Dias Diogo, de Timor-Leste, o secretário de Estado Julião da Silva e Portugal será representado pelo primeiro-ministro, António Costa. De São Tomé e Príncipe, estará presente o Ministro do Trabalho, Solidariedade, Família e Formação Profissional, Addlander Costa Matos.  

 

 

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