Banco Mundial: economia global precisa crescer mais para que se reduza a pobreza
BR

4 junho 2019

Novo relatório analisa riscos para economias globais e traz novas expectativas de crescimento para o Brasil e outros países neste ano.*

O Banco Mundial revisou nesta terça-feira a previsão para o crescimento econômico do Brasil em 2019. Em vez dos 2,2% estimados em janeiro, a economia do país deve crescer 1,5%. E, para 2020, está prevista expansão de 2,5%. Os novos dados são do estudo Perspectivas Econômicas Globais, ou GEP, na sigla em inglês.

Moçambique deverá ter crescimento econômico de 2% em 2019. Foto: Banco Mundial / Sarah Farhat

O relatório explica que, embora o acesso ao crédito esteja um pouco mais fácil, outros indicadores de atividade econômica no Brasil permanecem lentos. Os números do Brasil terão impacto no desempenho da América Latina e do Caribe, cujo crescimento deverá ser de 1,7% em 2019 e 2,5% em 2020.

Cenário  

Para Angola, a previsão de crescimento econômico neste ano é de 1%, para Moçambique, 2%, para Cabo Verde, 4,4%, para Guiné Bissau, 4,3%. Já a economia da Guiné Equatorial terá retração de 2,2% em 2019. E, para Timor-Leste, há expectativa de crescimento de 3,9%.

Globalmente, as perspectivas são de crescimento tímido: 2,6% em 2019 e 2,7% em 2020.

Alex Balayut/Banco Mundial
Estímulo foi dado pelos setores de construção e serviços públicos no Timor-Leste.

Problemas

Entre os atuais riscos, estão o aumento das barreiras comerciais, novas tensões financeiras e uma desaceleração maior do que a esperada em diversas economias. O relatório ainda cita problemas estruturais que desencorajam o investimento em todo o mundo.

O estudo alerta que, para alcançar o objetivo global de reduzir a extrema pobreza a menos de 3% até 2030, será necessário um crescimento econômico mais robusto. E discute algumas ideias para mudar esse cenário.

Para os países emergentes, como o Brasil, uma das recomendações é evitar os riscos associados ao superendividamento público. Além disso, realizar reformas para gerar um clima mais favorável aos negócios e, assim, estimular o investimento privado.

 

*Reportagem: Mariana Ceratti

 

 

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