FMI recomenda menos restrições ao crescimento e mais empregos na África do Sul

4 junho 2019

Análise da instituição aponta para uma fraca expansão da economia se não forem implementadas reformas estruturais; com novas autoridades, especialistas destacam oportunidade para reduzir custo de fazer negócios.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, recomenda que a África do Sul se concentre em definir ações políticas “para eliminar restrições de longo prazo ao crescimento e acelerar a criação de empregos”, após a eleição do presidente Cyril Ramaphosa em maio.

De acordo com a instituição, o fraco crescimento econômico no país poderá retornar se não forem implementadas reformas estruturais, incluindo a questão da empresa estatal de energia Eskom.

Comerciantes em Cape Town, by John Hogg/Banco Mundial

Eletricidade

Uma missão do FMI que visitou o país até esta segunda-feira abordou os temas do desenvolvimento e perspectivas econômicas.

O grupo de especialistas destacou que a questão da  Eskom exigirá uma ação ousada para redefinir o modelo de negócios, de modo que a empresa se torne autossustentável e garanta um fornecimento de eletricidade acessível e confiável.

Negócios

A nota sublinha que o governo sul-africano tem agora uma nova oportunidade de avançar com políticas para fortalecer a governação, estimular a concorrência, aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho e, de forma mais geral, reduzir o custo de fazer negócios.

Em abril, o FMI reduziu suas previsões de crescimento para o país em  2019 de 1,5% para 1,3%.

A melhora modesta em relação aos 0,8% de 2018 foi atribuída à “continua a incerteza política na economia sul-africana após as eleições de maio.”

 

 

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