Serviços de saúde materna absorvem mais de 40% de despesas de 5 milhões de famílias

3 junho 2019

Novo estudo do Unicef é lançado na Conferência Women Deliver 2019; maior conferência mundial sobre igualdade de gênero e saúde reúne cerca de 6 mil representantes até quinta-feira, em Vancouver, Canadá.

Mais de 5 milhões de famílias gastam mais de 40% das suas despesas domésticas não alimentares do ano em serviços de saúde materna na África, na Ásia e na América Latina e Caribe.

A constatação faz parte de um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, divulgado esta segunda-feira pelo início da Conferência Women Deliver 2019. O evento acontecerá em Vancouver, Canadá, entre segunda e quinta-feira.

Custos dos cuidados pré-natais e serviços de parto podem impedir que as mulheres grávidas de procurar atendimento médico, colocando em risco a vida das mães e seus bebês. Foto: Unicef/UN0281069/Vishwanathan

Ásia e África

A Ásia tem quase dois terços de agregados familiares, ou cerca de 3 milhões, vivendo nessa situação e a seguir está o continente africano com cerca de 1,9 milhão de famílias.

A análise também constata que os custos dos cuidados pré-natais e serviços de parto podem impedir que as mulheres grávidas procurem atendimento médico, colocando em risco a vida das mães e seus bebês.

No continente africano, quase 10% do total de partos assistidos por um profissional de saúde qualificado custam 40% da renda anual.

Na maior conferência mundial sobre igualdade de gênero e saúde, direitos e bem-estar de meninas e mulheres no século 21 se pretende também estimular as pessoas dedicadas à promoção desse tema.

Qualidade

A reunião acolhe cerca de 6 mil representantes incluindo líderes mundiais, representantes de autoridades governamentais, da sociedade civil e do setor privado, jovens, ativistas, acadêmicos e jornalistas de mais de 150 países.

Em paralelo à Conferência Women Deliver, a OMS e o o Fundo da ONU para a População deverão reunir parlamentares de mais de 40 países com o apoio do Fórum Parlamentar Europeu sobre População e Desenvolvimento.

A OMS defende que não se poderão alcançar as metas da agenda de saúde e desenvolvimento sustentável sem inclusão de mulheres e meninas. A meta é que estas tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade e acessíveis, possam exercer livremente seus direitos de saúde sexual e reprodutiva e sejam tratadas e respeitadas como seres iguais.

 

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