Brasil não é o maior produtor de açúcar do mundo pela segunda vez

9 maio 2019

Segundo a FAO Índia continua em primeiro lugar; relatório revela que queda dos custos da importação de alimentos não beneficia países pobres; moedas com menor cotação frente ao dólar impedem alívio de preços a nações menos desenvolvidas.

A Índia foi pela segunda temporada consecutiva o maior produtor mundial de açúcar, destronando uma vez mais o Brasil. A informação consta de um novo relatório da Organização para a Agricultura e Alimentação, FAO, publicado esta quinta-feira em Roma. Ainda assim, o Brasil continua a ser o maior exportador daquela matéria prima.

A publicação apresenta as primeiras previsões da oferta e procura da FAO para 2019/20, com avaliações detalhadas das perspetivas de mercado para trigo, milho, arroz, peixe, carnes, laticínios, açúcar e vários tipos de óleos vegetais.

Milho

A chegada e a rápida disseminação da febre suína africana à China, com metade do total mundial de suínos, terá um efeito significativo nos mercados mundiais, tanto para a carne quanto para a ração animal.FAO/Sue Price

O país da América Latina distinguiu-se ainda pela sua rápida ascensão enquanto segundo maior exportador mundial de milho. Há 10 anos, o Brasil detinha apenas 1% do mercado global, agora  é responsável por 25% do total mundial daquele cereal.

O estudo da FAO destaca também que as importações mundiais de alimentos deverão recuar 2,5% em 2019, para US$ 1,472 trilhão. O custo global de importação de produtos alimentares deverá diminuir em 2019, mas os países mais pobres e vulneráveis ​​não beneficiarão desta queda dos preços.

O documento oferece informações atualizadas sobre mudanças emergentes no mapa da produção e comércio global de alimentos.

Benefícios

Quanto à redução dos custos de importação de alimentos, a agência destaca que beneficiará, principalmente, os países desenvolvidos. Os encargos de importação para a África Subsaariana deverão aumentar.

Segundo a FAO, os custos unitários mais baixos das importações de produtos alimentares sugerem que maiores quantidades poderiam ser compradas pela mesma quantidade de dinheiro, mas tal não acontecerá na prática.

O ganho será anulado em quase todos os países de baixo rendimento porque as suas moedas estão a enfraquecer face ao dólar americano, a unidade monetária utilizada em transações de comércio internacional.

Tendências

A publicação revela que o café, o chá, o cacau e as especiarias representam perto de metade do declínio previsto. Já o açúcar e os cereais permanecem praticamente inalterados.

Publicado duas vezes por ano, este estudo avalia as tendências de mercado e de produção para uma série de alimentos, incluindo cereais, peixe, açúcar, leite e carne.

A edição atual também tem relatórios especiais sobre o impacto global da disseminação da febre suína africana e as perspetivas para as exportações de banana, abacate e outras frutas tropicais da região da América Latina e do Caribe.

Febre Suína

A publicação revela que o café, o chá, o cacau e as especiarias representam perto de metade do declínio previsto. Já o açúcar e os cereais permanecem praticamente inalterados.FAO

A chegada e a rápida disseminação da febre suína africana à China, com metade do total mundial de suínos, terá um efeito significativo nos mercados mundiais, tanto para a carne quanto para a ração animal.

A FAO explica que, embora ainda seja necessário avaliar os impactos exatos, a doença poderá causar um declínio de quase 20% de suínos na China. Se isso acontecer, os produtores de aves serão os que mais beneficiarão.

Mudanças

A publicação apresenta as primeiras previsões da oferta e procura da FAO para 2019/20, com avaliações detalhadas das perspetivas de mercado para trigo, milho, arroz, peixe, carnes, laticínios, açúcar e vários tipos de óleos vegetais.

O documento oferece informações atualizadas sobre mudanças emergentes no mapa da produção e comércio global de alimentos.

 

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