ONU condena ataque a ambulância na Líbia   

9 maio 2019

Veículo foi atingido na quarta-feira, deixando um funcionário em estado crítico e dois feridos; em dois meses, confrontos em Trípoli já causaram a morte de mais de 400 pessoas e mais de 2 mil feridos. 

A coordenadora humanitária na Líbia, Maria Ribeiro, condenou esta quinta-feira o ataque a uma ambulância na região de Twaisha no sul da capita da Líbia, Trípoli.  

Na quarta-feira, um veículo carregando o diretor da ambulância e serviços médicos de emergência foi atacado diretamente no bairro de Qasr bin Ghashir.   

Condenação  

O ataque foi supostamente conduzido por combatentes afiliados ao Exército Nacional Líbio, LNA na sigla em inglês, deixando o diretor em estado crítico e ferindo mais dois paramédicos. 

António Guterres visitou a capital Líbia em abril, ONU/Mohammed Omar Omar

Maria Ribeiro disse que o ato é uma grave violação do Direito Internacional Humanitário. Segundo a representante, “o ataque direto de uma ambulância marcada, ferindo gravemente três profissionais de saúde, é absolutamente abominável e não deve ser tolerado.” 

A coordenadora afirmou que “aqueles que ordenaram e executaram este ataque devem assumir responsabilidade legal e moral por este ato hediondo.” 

Ribeiro informou que os trabalhadores de saúde têm pago “um preço alto” desde que começaram as hostilidades na cidade, no início de abril. 

A representante pediu que todas as partes “respeitem sua obrigação clara, sob o Direito Internacional Humanitário, de proteger as equipes médicas.” 

Violação 

A Organização Mundial de Saúde, OMS, também emitiu uma nota sobre o incidente.  

O representante da agência na Líbia afirmou que o “ataque a uma ambulância com logotipos visíveis é uma violação chocante e intolerável do Direito Internacional Humanitário.” 

Para Syed Jaffar Hussain, "este ataque não prejudicou apenas o pessoal, mas a própria ambulância que foi destruída, privando pacientes de cuidados futuros". 

Danos  

Desde o início de abril, pelo menos 11 ambulâncias foram destruídas ou danificadas. Nesse mês, três agentes de saúde foram mortos em Trípoli.  

Segundo a OMS, numerosos socorristas lutam na linha da frente para alcançar os feridos sem se ferirem. 

A OMS apoia hospitais de campanha e serviços de ambulância os hospitais de Trípoli e arredores, com pessoal médico que realiza cirurgias. A agência também está distribuindo equipamento médico, incluindo kits de trauma e medicamentos.  

 

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