Unesco lembra “génio” Leonardo da Vinci no 500º aniversário de sua morte

2 maio 2019

Para marcar a data, agência da ONU destaca comentários de especialistas sobre obras do artista italiano; a obra mais conhecida, Mona Lisa, pode ter inspiração feminista.

Este ano marca o 500º aniversário da morte do pinto italiano Leonardo da Vinci, que morreu a 2 de maio de 1519.

Para marcar a data, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, destacou alguns comentários sobre as origens de uma das pinturas mais famosas da história, Mona Lisa, para perceber se o quadro foi feito com um espírito feminista.

Feminismo

A agência diz que a tese do especialista William Varvel destaca as ligações entre o feminismo e a pintura. Segundo estes estudos, Mona Lisa representa uma figura na luta pela igualdade de género.

Varvel defende que a famosa pintura renascentista reivindica "os direitos teológicos das mulheres". Estes direitos estão ligados ao estatuto dos padres, ao qual as mulheres não tinham e continuam a não ter acesso. Varvel afirma que da Vinci teria a intenção de mostrar que as mulheres deveriam ter acesso ao sacerdócio. O especialista diz que "Mona Lisa é uma espécie de declaração pelos direitos das mulheres".

O autor do livro “A senhora fala: descobrindo os segredos da Mona Lisa” afirma ainda que Leonardo da Vinci escondeu pistas na pintura. No total, existem “pelo menos 40 símbolos, tirados dos 21 versos do capítulo 14 do livro do profeta Zacarias" presentes no quadro.

A agência da ONU diz que “existe, portanto, uma ligação entre a religião, a pintura do mestre italiano e seu compromisso feminista.” Para a Unesco, “uma nova definição do lugar de Mona Lisa nas obras de arte do Renascimento é necessária para apreender o âmbito político e feminista desta obra-prima.”

Novo material

O Unesco também destaca a recente descoberta de dois grandes manuscritos de Leonardo da Vinci, contendo desenhos e notas que se acreditava estarem perdidos

Num artigo publicado pela agência, a especialista Anna Maria Brizio afirma que a descoberta “abriu um novo e excitante capítulo sobre o trabalho e o pensamento de Leonardo, o homem renascentista.”

Os novos manuscritos fazem parte de uma coleção de anotações e desenhos que representam uma vida inteira de pesquisa, experimentação e reflexão sobre arte, ciência, mecânica, geometria, anatomia, hidráulica, movimento do ar e mecânica do voo.

Os dois cadernos acrescentam 700 páginas ao total anterior de 6 mil páginas de manuscritos. Anna Maria Brizio diz que os Códices de Madri, como são conhecidos, “são ricos em novas informações que ajudam a esclarecer questões que são discutidas, há muito, pelos académicos de Leonardo e que permanecem sem solução por causa de provas insuficientes ou fragmentadas.”

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud