Guterres quer diálogo e resolução pacífica da situação na Venezuela

30 abril 2019

Secretário-geral confirma contactos com todas as partes envolvidas; ONU reitera imparcialidade na assistência humanitária e reafirma pedido de moderação.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, informou esta terça-feira que tem falado com todas as partes relevantes que estão envolvidas na situação da Venezuela.

Falando a jornalistas, em Nova Iorque, o seu porta-voz, Stephane Dujarric, enfatizou que o chefe da ONU tem “seguido de perto e com preocupação os últimos desenvolvimentos na Venezuela”.

Contactos

Chefe da ONU tem “seguido de perto e com preocupação os últimos desenvolvimentos na Venezuela” e pede a todos as partes “que exerçam máxima moderação."
​​​​​​​Mohamed Alalem

O pedido feito a todas as partes é “que exerçam máxima moderação, evitem qualquer violência e tomem medidas imediatas para restaurar a calma.”

Questionado se o chefe da ONU tem estado em contacto com as autoridades do país, o porta-voz esclareceu que Guterres tem realizado contactos a “vários níveis”, mas sublinhou que “não cabe ao secretário-geral apoiar uma parte ou outra.”

O foco do secretário-geral está “no bem-estar do povo da Venezuela e garantir que tudo seja feito para evitar a violência”, sublinhou o porta-voz.

Ajuda

Em relação à assistência humanitária que tem sido fornecida, a ONU garante que tem reforçado a sua presença nos últimos meses, com a Organizacão Mundial da Saúde, OMS, e o Fundo das Nacões Unidas para a Infância, Unicef.

“Tanto com a OMS como também o Unicef, que têm feito muito trabalho no terreno e apoiado a Cruz Vermelha que tem um acordo com o governo para a distribuição da ajuda”, destaca a nota.

Dujarric afirmou ainda que estão a ser tomadas medias para “garantir a segurança dos funcionários da ONU, reiterando a “imparcialidade das Nações Unidas na assistência humanitária” que é prestada.

Protestos

A reação surge quando agências de notícias dão conta de confrontos em Caracas entre manifestantes antigovernamentais e forças do governo, depois do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, ter apelado à população que se manifeste contra o presidente Nicolás Maduro.

Segundo relatos da imprensa, há distúrbios e confrontos entre as forças de segurança e civis na capital do país.

 

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