Líbia: confrontos já provocaram 345 mortos em menos de um mês

29 abril 2019

OMS adianta que 1.652 pessoas foram feridas devido ao agravamento de confrontos; agência reforça presença de médicos; situação gerou pelo menos 40 mil deslocados internos.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou que, nos últimos 24 dias, 345 pessoas morreram e 1.652 ficaram feridas devido ao agravamento da violência na Líbia.

O país vive um período de grande instabilidade em que os confrontos entre as partes divergentes causaram 96 baixas entre civis durante este período: 22 mortos e 74 feridos.

Reforços

Através deste mecanismo, os pacotes de alimentos, kits de higiene, kits para crianças e itens não alimentares são entregues às famílias em abrigos coletivos.
Ocha/ Giles Clarke

Segundo o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, a agência enviou mais um grupo de médicos de emergência com capacidades cirúrgicas para responder às necessidades locais.

A OMS tem agora equipas a trabalhar em três hospitais que recebem os feridos. Nas últimas três semanas, foram realizadas mais de 240 cirurgias.

A agência da ONU estima que haja, neste momento, pelo menos, 40 mil deslocados internos e garante estar a avaliar as necessidades das unidades de saúde próximas aos centros de deslocados internos. Depois desta avaliação, a OMS garante que vai adquirir os produtos e materiais médicos necessários.

Mecanismo

Quatro agências das Nações Unidas presentes no país anunciaram também, na semana passada, que perante os contínuos e intensos confrontos em Trípoli ativaram o Mecanismo de Resposta Rápida, MRR. A ideia é prestar assistência a famílias deslocadas vulneráveis.

A Organização Internacional para as Migrações, OIM, o Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e o Programa Mundial de Alimentos, PAM, lançaram a iniciativa para fornecer assistência necessária mais rapidamente.

Através deste mecanismo, os pacotes de alimentos, kits de higiene, kits para crianças e itens não alimentares são entregues às famílias em abrigos coletivos. Estes artigos garantem que as necessidades básicas e imediatas das pessoas recentemente deslocadas sejam atendidas.

 

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