Chefe da ONU deve visitar Moçambique após ciclones
BR

28 abril 2019

Revelação do secretário-geral da ONU foi feita após reunião com o presidente moçambicano em Pequim; passagem de ciclones de categoria 4 pelo território moçambicano “não tem precedentes” na mesma temporada.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que deve visitar Moçambique após a passagem do ciclone Kenneth, o segundo a abalar o país em seis semanas.

António Guterres afirmou que iria “aceitar no mais curto espaço do tempo possível” o convite feito esta sexta-feira pelo presidente moçambicano Filipe Nyusi. Os dois líderes falavam a jornalistas após um encontro à margem do Fórum “Um Cinturão, Uma Rota” de Cooperação Internacional, em Pequim.

António Guterres, secretário-geral da ONU e o presidente da Moçambique, Filipe Nyusi, durante encontro em Pequim.

Solidariedade

Esta quinta-feira, o ciclone de categoria 4 passou pelo país em momento em que recupera do ciclone Idai que afetou a zona central do país.  Dados preliminares apontam que uma pessoa morreu e duas ficaram feridas devido ao fenômeno.

A resposta humanitária apoiada pelas Nações Unidas envolve 230 funcionários. Pelo menos 16.776 pessoas foram afetadas,  2.934 casas foram parcialmente destruídas e outras 450 completamente arrasadas. Três unidades sanitárias e dezenas de salas de aula também sofreram danos.

O chefe da ONU reiterou a total solidariedade das Nações Unidas com o governo, o país e o povo para o qual disse que a organização “gostaria de fazer muito mais”.

“Posso garantir que as nossas agências estão completamente mobilizadas para o apoio às populações que sofreram tanto, e só desejamos que a comunidade internacional responda mais fortemente aos apelos que lançamos com uma ajuda que é indispensável para restabelecer o mais depressa possível as condições de vida para as populações puderem encarar de novo e com esperança o seu futuro”

Momentos após o encontro entre os dois líderes, o coordenador de Auxílio de Emergência da ONU, Mark Lowcock, disse que a resposta humanitária aos dois ciclones está “criticamente subfinanciada”.

Resposta

Em nota emitida em Genebra, o chefe humanitário da ONU disse que o ciclone Kenneth pode exigir uma grande operação humanitária, ao mesmo tempo em que a atual resposta ao ciclone Idai que visa atender 3 milhões de pessoas em três países.

Embora o ciclone Kenneth tenha passado para uma depressão tropical, cerca de 700 mil pessoas continuam em risco.

As autoridades moçambicanas retiraram milhares de pessoas das áreas de maior risco.

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, revelou que o ciclone desta intensidade, que também passou por áreas da Tanzânia, não tem precedentes no território moçambicano na mesma temporada.

O distrito de Macomia, em Cabo Delgado, foi fortemente afetado pelo ciclone Kenneth.
Ocha/Saviano Abreu
O distrito de Macomia, em Cabo Delgado, foi fortemente afetado pelo ciclone Kenneth.

Riscos

As autoridades dos países mantiveram o alerta vermelho para alertar as pessoas sobre os riscos que incluem inundações e deslizamentos de terra.

Na província moçambicana de Cabo Delgado, onde aterrou o ciclone Kenneth, a ONU atua com o governo e outras organizações humanitárias na resposta imediata a ser dada no norte do país.

 

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