Chefe do Acnur diz que ataque no Sri Lanka “não pode dividir” as pessoas

24 abril 2019

Número de vítimas de atentados subiu para 359 mortes e mais de 500 feridos; alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados lembrou como o país ofereceu proteção a pessoas deslocadas no passado. 
 

O alto comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, disse esta quarta-feira que o extremismo violento, como os ataques no Sri Lanka, “não pode dividir” as pessoas do mundo.

Segundo as autoridades do país, o número de vítimas mortais dos ataques de domingo subiu para 359. Mais de 500 pessoas foram feridas. 

Tristeza

Em nota, Grandi diz que recebeu "a notícia no domingo dos ataques no Sri Lanka com profundo choque e tristeza.” Segundo o representante, os relatos “de um novo aumento no número de mortes mostram que o horror ainda está se desdobrando".

Neste momento de luto nacional, o representante afirmou que todos os funcionários da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, “estão do lado do governo e do povo do Sri Lanka.”

Alto comissário para os Refugiados, Filippo Grandi, no Conselho de Segurança, by Foto ONU/Evan Schneider

Acolhimento

Segundo ele, o país “ofereceu proteção a refugiados de diversas religiões e nacionalidades, ao mesmo tempo em que continua se recuperando de sua própria experiência de divisão e conflito.”

Apesar da tragédia, Grandi disse estar “encorajado pela demonstração de solidariedade” e apelou “à união de todas as partes do mundo.”

Crianças

Na terça-feira, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, disse estar “profundamente chocado e triste” com a terrível violência dirigida contra famílias, incluindo crianças, que estavam reunidas em igrejas e hotéis no domingo de Páscoa.

Em nota, o Unicef expressa a sua mais profunda simpatia às vítimas, famílias e comunidades afetadas por estes “ataques brutais.”

As informações oficiais mostram que pelos menos 27 crianças morreram e 10 ficaram feridas na sequência da explosão ocorrida na igreja de St Sebastian, Katuwapitiya, Negombo.

Em Batticaloa, 13 crianças perderam a vida. A vítima mais jovem tinha apenas 18 meses de idade. Outras 15 crianças com idades entre 7 anos e 16 anos estão recebendo tratamento no hospital.

O Unicef informa ainda que pelo menos 5 crianças de outras nacionalidades morreram e outras 20 crianças estão internadas no hospital da capital do país, Colombo, como resultado das explosões que ocorreram na cidade.

 

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