OIM e pós-Idai: “é importante continuar a ajudar. As necessidades são grandes.”

16 abril 2019

No último fim de semana cerca de 450 famílias retornaram às áreas de origem em Moçambique; comunidades continuam em áreas isoladas um mês após a passagem do ciclone tropical que também atingiu o Maláui e o Zimbábue;  acompanhe aqui a cobertura especial da ONU News. 

A Organização Internacional para Migrações, OIM, disse que é importante fornecer ajuda para as vítimas das inundações causadas pelo ciclone Idai em Moçambique porque a crise continua.

Para a representante da agência no país, Katharina Schnoering, as organizações que prestam auxílio ao governo precisam de financiamento para continuar o seu trabalho no terreno.

ACOMPANHE AQUI A COBERTURA ESPECIAL

Katharina Schnoering, representante da OIM em Moçambique, aponta para necessidades de todas as agências que carecem de meios para ajudar. Foto: OIM

Necessidades

“Normalmente quando acontece uma crise há alguma atenção da imprensa, dos media. Passa um mês e a cobertura de essas empresas caiu,  mas é importante continuar falar da ajuda para as pessoas. As necessidades são grandes.”

Com a destruição de mais de 237.700 casas, cerca de 1.850 milhão pessoas foram obrigadas a deixar as suas áreas de origem. Em locais de acolhimento ainda vivem mais de 73 mil vítimas.

A representante disse que o reassentamento decorre em diferentes locais de forma distinta. Ela declarou haver pessoas da Beira para as quais é mais fácil regressar do que para os moradores dos distritos de Búzi ou Nhamatanda, cujo retorno à casa considera mais complicado.

OIM/Sandra Black
Famílias no acampamento Samora Michel na Beira, em Moçambique.

Comunidades

“Muitas pessoas não foram aos campos (de acolhimento) e vivem com vizinhos. Elas  precisam de ajuda porque suas casas estão estragadas. Temos 450 famílias que regressaram no fim de semana passado, mas não temos números totais.”

As operações de emergência são conduzidas pelo Escritório das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Ocha, que afirmou ainda existirem comunidades isoladas. 

A chefe da OIM em Moçambique descreve desafios maiores “não especificamente de fundos, mas para apoiar a todos os que carecem de ajuda”. Schnoering chama a atenção para necessidades de “todas as agências que carecem de meios para ajudar os que precisam”.

A prioridade da agência é garantir que as pessoas mais vulneráveis recebam ajuda, como, por exemplo, pessoas idosas, famílias onde a chefe é mulher ou crianças. Essas pessoas com vulnerabilidade têm prioridade na ajuda.

OIM/Sandra Black
Em locais de acolhimento ainda vivem mais de 73 mil vítimas do ciclone Idai em Moçambique.

 

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud

 

Rastreador de notícias: últimas sobre o tema

Moçambique: ONU começa a distribuir produtos agrícolas para ajudar famílias afetadas por ciclone

Centenas de milhares de hectares foram destruídos durante desastre natural; mais de 80% da população depende desta atividade para a sua subsistência; sementes de crescimento rápido devem permitir colheita em 90 dias.

Moçambique: campanha de vacinação contra cólera concluída com sucesso

Foram vacinadas mais de 800 mil pessoas, em seis dias, nos quatro distritos afetados; campanha contou com apoio de 1,2 mil voluntários.