Banco Mundial: “crescimento do rendimento não chega para garantir prosperidade compartilhada”

14 abril 2019

Instituição destaca que mais de 700 milhões de pessoas ainda vivem em extrema pobreza no mundo; Reuniões de Primavera destacaram momento marcado por concentração da pobreza global na África e necessidade de cooperação internacional.

O Banco Mundial sublinhou que sua missão “é mais urgente que nunca” no encerramento das Reuniões da Primavera que decorreram até domingo em Washington.

De acordo com a instituição, mais de 700 milhões de pessoas ainda vivem na extrema pobreza e o crescimento da renda é insuficiente para garantir a prosperidade compartilhada.

Economia Global

As declarações foram feitas em comunicado do presidente do Banco Mundial, David Malpass,  após a reunião do Comitê de Desenvolvimento. O fórum ministerial que reoresenta 189 países-membros também integra o Fundo Monetário Internacional, FMI.

Banco Mundial/ Simone D. McCourtie
O Banco Mundial identifica uma série de riscos que poderão travar a atividade económica.

Para Malpass é “extremamente importante” que haja um trabalho incansável para promover o crescimento abrangente, aumentar a renda média, criar empregos e incluir de forma plena as mulheres e jovens nas economias. A meta é “apoiar uma economia global mais forte e mais estável para todos".

O representante destacou que o Banco Mundial está bem posicionado para ajudar nesses esforços, com suas “ferramentas e recursos certos, pessoal talentoso, profissional e uma missão clara e urgente. ”

A instituição prevê uma desaceleração moderada da economia global que é marcada por persistentes riscos negativos. O crescimento do comércio mundial abrandou, e as perspectivas de investimento seguiram a mesma tendência.

Malpass disse que esses fatores continuam sendo importantes motores de crescimento, produtividade, inovação, criação de empregos e desenvolvimento sustentável. As vulnerabilidades da dívida continuam e a incerteza política tem peso na confiança.

Confiança

A recomendação aos países em desenvolvimento é que adotem políticas para impulsionar o crescimento, contenham os riscos e protejam os mais vulneráveis. 

O Banco Mundial declarou que, atuando em parceria com o Fundo Monetário Internacional, pode ajudar os países a lidar com essas preocupações.

Malpass declarou seu apoio ao recente aumento de capital e à Iniciativa de Transparência da Dívida que juntam ambas as instituições “para aumentar a divulgação pública da dívida e reduzir a frequência e a gravidade das crises”. 

Na abertura das reuniões, Malpass apontou que desafios como a crescente concentração da pobreza global na África e a necessidade de cooperação internacional continuam  marcando as questões globais.
 

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