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A busca da recuperação, um mês após a passagem do ciclone Idai

Um representante da FAO , vestindo um colete vermelho, entrega um saco de sementes a um morador local em Moçambique após a passagem do ciclone Idai.
FAO/Telcínia dos Santos. Organizações humanitárias continuam prestando socorro aos moçambicanos.

A busca da recuperação, um mês após a passagem do ciclone Idai

Ajuda humanitária

Nações Unidas buscam fundos de urgência para alargar resposta de emergência; necessários US$ 394 milhões para apoiar vítimas do desastre que atingiu 3 milhões de pessoas; acompanhe aqui a cobertura especial da ONU News.  

O Escritório da ONU para os Assuntos Humanitários, Ocha, alerta que embora estejam baixando as águas das inundações, o mesmo não acontece com as necessidades para a recuperação um mês após a passagem do ciclone Idai pela costa leste da África Austral.

O valor para apoiar às vítimas do desastre em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui ronda os US$ 394 milhões. O ciclone tropical afetou 3 milhões de pessoas após assolar as áreas nos dias 14 e 15 de março. Cerca de 1,5 milhão de crianças precisam de assistência nos três países.

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Inverno

Moçambique é o país mais afetado pela emergência e tem cerca de 1,8 mil pessoas que precisam de auxílio. A assistência alimentar já chegou a mais de 1 milhão de afetados na província central de Sofala, onde decorre a distribuição de sementes para a época de inverno.

Um homem com um colete da Cruz Vermelha segura uma panela para um grupo de pessoas na província de Manica, Moçambique, durante uma missão de apoio aos esforços de socorro após o ciclone Idai.

Organizações humanitárias continuam prestando socorro aos moçambicanos que sobreviveram, onde o número de mortos confirmados é de 603 pessoas. Mais de 293 mil casas foram destruídas e 15.784 ficaram debaixo das águas.

O Governo de Moçambique relatou uma redução no número de pessoas abrigadas em centros de acomodação para cerca de 73 mil, em 70 locais. Acredita-se que muitos deslocados continuem em casa de amigos e familiares.

Os agricultores das áreas do centro do país recebem kits agrícolas com ferramentas que incluem enxadas e facões. A esperança é que nos próximos três meses ocorram as primeiras colheitas de milho e feijão cujas sementes já estão sendo distribuídas.

Artigos

Mais de 907 mil pessoas já receberam apoio que inclui acesso à água, artigos de higiene e saneamento.

Desde que a cólera eclodiu em finais de março foram notificados mais de 4,9 mil casos da doença em Moçambique. O Ministério da Saúde identificou mais de 7,5 mil pessoas que contraíram a malária.

Os danos causados à infraestrutura do porto da cidade da Beira afetam a ligação com rotas de transporte que podem impedir a importação de grãos. Se não houver ação imediata, a recuperação e reconstrução serão ainda mais demorados.

Subsistência

Mais de 1 milhão de toneladas de trigo e arroz são importados anualmente para Moçambique.

As Nações Unidas apreciam a manifestação de solidariedade mostrada no início da crise, mas destacam que ainda não chega. Mais fundos são urgentemente necessários para salvar vidas e ajudar a recuperar os meios de subsistência.