Cepal reduz para 1,3% estimativa de crescimento para América Latina e Caribe em 2019
BR

13 abril 2019

Para o Brasil, a previsão é de avanço de 1,8% este ano, frente a 2% previstos anteriormente; guerra comercial entre Estados Unidos e China continua sendo um risco; ligeira queda de 5% no nível médio de preços dos produtos básicos é esperada.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, reduziu para 1,3% a projeção de crescimento para os países da região em 2019.

Em dezembro de 2018, a Cepal previa um avanço de 1,7%. Para o Brasil, a previsão é de avanço de 1,8% este ano, frente a 2% previstos anteriormente.

Motivos

A Cepal diz que as novas estimativas são influenciadas pelo complexo cenário externo e pelas dinâmicas internas observadas nos países da região.

A dinâmica de crescimento é diferente entre países e sub-regiões, devido aos diferentes impactos do contexto internacional, mas também devido a indicadores como consumo e o investimento.

Regiões

Na América do Sul, a atividade econômica passará de um crescimento de 0,5% em 2018 para 1,1% em 2019. Na América Central, crescerá 3,1%, com ligeiras revisões para baixo na maioria dos países. Esta redução está relacionada com o desaceleramento da economia dos Estados Unidos, que afeta o comércio, mas também as remessas de dinheiro de migrantes para seus países de origem.

Na América Central, México, República Dominicana, Haiti e Cuba terão um crescimento de 2%. O mesmo valor é esperado para as economias do Caribe anglófono e de língua holandesa.

Riscos

Rua Augusta, em Bela Vista, na cidade de São Paulo, by Rovena Rosa/Agência Brasil

De acordo com a Cepal, os principais riscos para o desempenho econômico da região continuam sendo uma menor taxa de crescimento global, o baixo dinamismo do comércio mundial e as condições financeiras enfrentadas pelas economias emergentes.

Outro risco é a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que ainda não foi solucionada, que tem consequências para o comércio global, a taxa de crescimento a médio prazo e as condições financeiras.

Os preços das matérias-primas também podem ser afetados por um aumento das restrições comerciais. Espera-se para 2019 uma ligeira queda de 5% no nível médio de preços dos produtos básicos. Os produtos de energia devem apresentar a maior queda, cerca de 12%.

Em relação à economia chinesa, espera-se que em 2019 volte a desacelerar, para um crescimento de 6,2%. A saída do Reino Unido da União Europeia, conhecida como Brexit, também é destacada como uma incerteza.

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