Genocídio contra os tutsi em Ruanda foi há 25 anos

7 abril 2019

Em 1994, mais de 800 mil tutsis, hutus moderados e outros que se opuseram ao genocídio foram mortos em menos de três meses; em mensagem sobre o dia, Guterres disse que o aniversário é uma oportunidade para homenagear aqueles que foram assassinados. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou este domingo para tendências perigosas de aumento da xenofobia, racismo e intolerância em muitas partes do mundo.

Este domingo, 7 de abril, marca 25 anos desde o início do genocídio contra os Tutsi no Ruanda. Em 1994, mais de 800 mil tutsis, hutus moderados e outros que se opuseram ao genocídio foram mortos em menos de três meses.

Cemitério em Nyanza, na zona rural de Kigali, em Ruanda. Durante o genocídio, 10 mil pessoas foram queimadas e mortas no vilarejo, enquanto tentavam escapar para o Burundi. , by Foto: UNICEF/Giacomo Pirozzi

Sobreviventes

Em mensagem sobre o dia, Guterres disse que o aniversário é uma oportunidade para homenagear aqueles que foram assassinados e refletir sobre o sofrimento e a resistência daqueles que sobreviveram.

Um desses sobreviventes é Libérée Kayumba. Hoje, ela trabalha para o Programa Mundial de Alimentação, PMA, em Ruanda, ajudando refugiados de outros países a atender suas necessidades básicas e sobreviver às condições desafiadoras que enfrentam nos campos.

Há 25 anos, ela estava no lugar das pessoas que hoje ajuda, uma das muitas pessoas forçadas a fugir depois de ver seus pais e irmãos mortos diante de seus olhos.

Kayumba diz que tem “uma compreensão mais profunda do sofrimento” destas pessoas devido à sua história. Ela diz que as memórias são uma motivação para trabalhar para PMA, mas que não tem sido fácil, nem para ela nem para suas irmãs.

Reconciliação

Libérée é um exemplo da reconciliação que o secretário-geral refere na sua mensagem. Segundo António Guterres, todas as sociedades são capazes dessa reconciliação. 

Guterres pediu aos povos e países que trabalhem juntos para construir um futuro harmonioso e exortou líderes políticos, religiosos e da sociedade civil a rejeitar o discurso de ódio e discriminação. 

O chefe da ONU descreveu esses tipos de discurso “como uma afronta aos nossos valores e ameaças aos direitos humanos, estabilidade social e paz”, pedindo que todos trabalhem "para resolver e mitigar as causas que prejudicam a coesão social e criam condições para o ódio e a intolerância.”

As Nações Unidas marcam a 7 de abril o Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsi em Ruanda. 

Eventos em todo o mundo, incluindo uma cerimônia no Palácio das Nações, em Genebra, e um evento na Assembleia Geral, em Nova Iorque, podem ser vistos pela Web TV da ONU.
 

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