ONU lembra que “o esporte tem o poder de mudar o mundo”
BR

6 abril 2019

Este sábado, 6 de abril, é Dia Internacional do Esporte para Desenvolvimento e Paz; vice-secretária-geral das Nações Unidas disse que “em tempos de divisões e desconfiança, o esporte ajuda a unir pessoas e comunidades.”

Este sábado, 6 de abril, marca o Dia Internacional do Esporte para Desenvolvimento e Paz. Em mensagem sobre a data, a vice-secretária-geral da ONU lembrou a frase de Nelson Mandela dizendo que “o esporte tem o poder de mudar o mundo”.

Amina Mohammed afirmou que “em tempos de divisões e desconfiança, o esporte ajuda a unir pessoas e comunidades e a encontrar pontos em comum.”

União

Amina em evento para marcar o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e pela Paz, by Foto ONU/Mark Garten

A representante da ONU deu vários exemplos, como a Copa do Mundo de Rúgbi de 1995, em que a África do Sul, emergindo do apartheid, se uniu apoiando uma única equipe

Também destacou as histórias de soldados escalando trincheiras na primeira véspera de Natal, durante a Primeira Guerra Mundial, para jogar futebol, ou o tênis de mesa nos anos 1970, aliviando as tensões durante a Guerra Fria e dando origem ao termo “diplomacia de pingue-pongue.”

Amina Mohammed acredita que “o esporte tem o poder de alinhar nossa paixão, energia e entusiasmo em torno de uma causa coletiva” e que, por isso, “é do nosso interesse aproveitar o grande poder do esporte para ajudar a construir um futuro melhor e mais sustentável para todos.”

Agenda 2030

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável identificou o esporte como um facilitador do desenvolvimento sustentável.

No ano passado, o secretário-geral divulgou um relatório com o tema “Fortalecendo o Quadro Global para Alavancar o Esporte para o Desenvolvimento e a Paz”.

Dois instrumentos da ONU, o Plano de Ação Kazan 2017 e o Plano de Ação Global sobre Atividade Física 2018-2030, pretendem ajudar nesta área.

A vice-secretária-geral lembra, no entanto, que nenhuma instituição ou entidade pode fazer isso sozinha. Amina Mohammed deu dois exemplos do trabalho que a ONU está fazendo com outras entidades.

Com o Comitê Olímpico Internacional e o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, a ONU pretende aumentar a conscientização global sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.

Foi desenvolvido o Plano de Sustentabilidade dos Jogos de Tóquio 2020, que apresenta soluções inovadoras, esforços para abordar a mudança climática e respeitar os direitos humanos e práticas empresariais de trabalho justas.

O críquete é um dos desportos mais populares no Afeganistão., by Unama / Jawad Jalali

Também está trabalhando com a Federação Internacional de Futebol, Fifa, para avançar as mulheres em posições de liderança e aproveitar ao máximo o esporte para o desenvolvimento da juventude e construção de capacidades.

Apelo

Amina Mohammed disse que essas mudanças podem começar com a maneira como os eventos esportivos são administrados no dia a dia, implementando práticas de compras ecológicas e propostas com considerações socioambientais.

A representante disse que as várias modalidades também podem ajudar na interação entre diferentes gerações e servir como um veículo eficaz para alcançar os mais vulneráveis, incluindo pessoas com deficiências.

A representante terminou pedindo que a comunidade internacional reconheça “o poder do esporte para mudar a vida de indivíduos, comunidades, países e além.”

Direito

O direito de acesso e participação em esportes é reconhecido em várias convenções internacionais.

Em 1978, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, descreveu esta atividade como um "direito fundamental para todos". Segundo a ONU, no entanto, “o direito de brincar e de praticar esportes tem sido frequentemente ignorado ou desrespeitado.”

Nos anos 2000, o esporte também fazia parte dos Objetivos do Desenvolvimento do Milénio. Na Agenda 2030, a Assembleia Geral reconheceu a atividade como "um importante facilitador do desenvolvimento sustentável”, destacando “sua promoção da tolerância e respeito e as contribuições para o empoderamento das mulheres e dos jovens, indivíduos e comunidades."

 

 

 

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