Portugal apoia “de forma incondicional” apelo da ONU de combate às alterações climáticas

1 abril 2019

Secretária de Estado dos Assuntos Europeus explica plano do país para travar mudança do clima; Portugal quer ser neutro em emissões de carbono até 2050; Ana Paula Zacarias identifica desafios para conciliar com desenvolvimento sustentável.

Portugal apoia de forma incondicional o apelo do secretário-geral da ONU, António Guterres, de se avançar com ação climática de imediato para travar as alterações do clima.

Em conversa com a ONU News, a secretária de estado dos Assuntos Europeus do país, Ana Paula Zacarias, explicou como Portugal está já a contribuir para combater a mudança climática.

Plano

Secretária de Estado Assuntos Europeus de Portugal, Ana Paula Zacarias, em entrevista à ONU News.
​​​​​​​ONU News/ Daniela Gross

“Portugal responde ao que o senhor secretário-geral das Nações Unidas pediu hoje, que em setembro não tragam só palavras, que tragam um plano. Portugal fez o seu plano, tem o seu plano, aliás, ele já está a trabalhar, já está a funcionar e é muito interessante porque nós queremos garantir que até 2030 temos uma redução efetiva das emissões de gases de efeitos de estufa entre 45% e 55%, com base no valor de 2005. Temos também um objetivo de 35% no aumento da eficiência energética e também conseguir utilizar cerca de 47% da energia, ser energia renovável.”

Ana Paula Zacarias representou o Governo de Portugal num encontro de Alto Nível das Alterações Climáticas e o Desenvolvimento Sustentável, na sede da ONU em Nova Iorque, que serviu para preparar a grande cimeira do clima que Guterres convocou para setembro próximo.

O plano de Portugal já está a dar frutos. De acordo com a secretária de Estado, no ano passado, conseguiu viver três dias só com energia renovável e conta já com uma percentagem muito elevada, 63%, de energia eólica no quadro do seu cabaz energético.

Desafios

Apesar desses avanços, conciliar o combate às alterações climáticas com o desenvolvimento sustentável acarreta muitos desafios, tal como reconhece Ana Paula Zacarias.

“As empresas, o setor privado, as universidades, os governos têm, efetivamente, de estar efetivamente muito coordenados para enfrentar este momento de transição. Porque as transformações serão também na mobilidade, na indústria, nas cidades, as transformações terão lugar ao nível dos modelos de negócios das empresas.”

Questões que serão debatidas pelos líderes globais durante a grande cimeira do clima que terá lugar  em setembro próximo, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

 

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