Conselho de Segurança discute soberania de Colinas de Golã

28 março 2019

Estados Unidos decidiram este mês reconhecer a soberania de Israel sobre estes territórios; resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral atribuem às Colinas de Golã o status de "território ocupado" ilegalmente.

Os 15 Estados-membros do Conselho de Segurança discutiram esta quarta-feira a decisão dos Estados Unidos de reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã.

No encontro, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos, Rosemary Dicarlo, afirmou que a posição da organização continua a ser a que está refletida nas resoluções do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral.

Resoluções

Menino deslocado em Quneitra, perto dos Golâ, by Unicef/Alaa Al-Faqir

As resoluções destacadas pela representante atribuem às Colinas de Golã o estatuto de "território ocupado" ilegalmente. Esta foi a posição defendida pelos outros 14 Estados-membros.

Estados Unidos

Os Estados Unidos foram representados no encontro pelo Conselheiro para Assuntos Políticos Rodney Hunter.

O representante disse que que a força de paz da ONU nas Colinas de Golã, Undof, continua "tendo um papel vital na preservação da estabilidade entre Israel e a Síria" e que a decisão da administração americana não afetará a operação.

Hunter afirmou que a área de separação entre a Síria e Israel deve continuar sendo "uma zona tampão livre de qualquer presença ou atividade militar" devido à sua "importância crítica estratégica e de segurança". Segundo ele, esta decisão "pode ​​contribuir para a estabilidade de todo o Oriente Médio".

Síria e Israel

Dirigindo-se ao Conselho de Segurança, o embaixador sírio, Bashar Jaafari, condenou a decisão dos Estados Unidos, dizendo que “passa por cima de todas as resoluções deste Conselho e da Assembleia Geral”.

O embaixador de Israel junto da ONU, Danny Danon, disse ao Conselho que a soberania do Estado de Israel sobre as Colinas de Golã é “vital”, tanto “para prevenir futuras agressões sírias contra Israel quanto para garantir a segurança, proteção e estabilidade da região.”

Unicef/Alaa Al-Faqir.
Pessoas que fogem de Quneitra, sudeste da Síria, procuram abrigo em descampados.

 

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