Timor-Leste vai pedir ajuda das Nações Unidas para graduar para país de rendimento médio

28 março 2019

Ministro timorense Fidelis Manuel Leite Magalhães foi eleito presidente do Fórum Ásia-Pacifico para o Desenvolvimento Sustentável; representante fala sobre o futuro da parceira com as Nações Unidas em entrevista à ONU News.

Timor-Leste vai pedir ajuda das Nações Unidas para graduar do grupo de países menos desenvolvidos para o conjunto de países de rendimento médio.

A informação foi avançada à ONU News, em Bangkok, pelo ministro para a Reforma Legislativa e Assuntos Parlamentares de Timor-Leste, Fidelis Manuel Leite Magalhães.

Eleição

Em 2018, o país desceu da posição 130 para 132 no Índice de Desenvolvimento Humano. A esperança média de vida é de 69,2 anos e a escolarização expectável subiu para 12,8 anos. O Produto Interno Bruto, PIB, per capita é US$ 6.570.

Na quarta-feira, Fidelis Magalhães foi eleito presidente do Fórum Ásia-Pacífico para o Desenvolvimento Sustentável.

Até sexta-feira, a 6ª edição do Fórum reúne em Bangkok, na Tailândia, dezenas de políticos, funcionários da ONU e representantes da sociedade civil para analisar o progresso da região na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

Em entrevista à ONU News, o ministro fala sobre a importância desta eleição, o progresso de Timor-Leste para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, e o futuro da cooperação com as Nações Unidas.

Ministro da Reforma Legislativa e Assuntos Parlamentares, Fidelis Magalhães, by Ministério para a Reforma Legislativa e Assuntos parlamentares de Timor-Leste

ONU News (ON): Qual a importância desta eleição para Timor-Leste?

Fidelis Magalhães (FM): Ser eleito é um reconhecimento da liderança de Timor-Leste e um reconhecimento do compromisso de Timor-Leste em atingir os ODSs.

É um reconhecimento do papel de Timor Leste e um reconhecimento do facto de que o país está a fazer todo o esforço, de forma aberta e crítica, para avaliar a sua função.

ON: Que trabalho o país está a fazer para cumprir os ODSs?

Timor-Leste está a trabalhar para atingir os objetivos de 2030. Neste momento, tem um Plano Estratégico de Desenvolvimento e está também a conjugar esse Plano Estratégico de Desenvolvimento com os ODSs.

Timor está a fazer o Quadro das Nações Unidas de Assistência ao Desenvolvimento, Undaf, para 2015-2020 e, após 2020, está a fazer uma revisão do quadro.

Em 2020, haverá uma discussão entre Timor-Leste e as Nações Unidas para preparar o novo quadro de cooperação, de 2021 a 2-025.

ON: Como é que o país colabora com a ONU nesta área?

Isto tudo, obviamente, depende do apoio das Nações Unidas. Timor-Leste vai continuar a contar com o apoio das Nações Unidas.

Vai pedir o apoio das Nações Unidas, a trabalhar conjuntamente, para preparar a graduação de Timor-Leste de país menos desenvolvido, LDC, na sigla em inglês, para país de rendimento médio alto.

Neste momento, com o processo de Revisão Nacional Voluntária, Timor-Leste vai aproveitar a oportunidade para fazer um olhar crítico aos processos para atingir os ODSs e informar o novo Undaf para 2021-2025.

Timor-Leste participa em fóruns dos ODSs e no processo de Revisão Nacional Voluntária de forma aberta, de forma franca, reconhecendo os desafios que estão presentes, tentando resolver esses desafios e chamando a colaboração e uma nova parceria com as Nações Unidas, trabalhando para ultrapassar esses desafios para conseguir um desenvolvimento mais inclusivo e produtivo no país.

ONU News
No Timor-Leste, mais de 70% da população pratica a agricultura e depende desse setor para seu sustento.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud