Timorense é novo presidente do Fórum Ásia-Pacífico para o Desenvolvimento Sustentável

27 março 2019

Fidelis Manuel Leite Magalhães é ministro para a Reforma Legislativa e Assuntos Parlamentares de Timor-Leste; 6ª edição do Fórum começou esta quarta-feira em Bangkok; vice-secretária-geral fez discurso de abertura.

O ministro para a Reforma Legislativa e Assuntos parlamentares de Timor-Leste, Fidelis Manuel Leite Magalhães, foi eleito esta quarta-feira presidente do Fórum Ásia-Pacífico para o Desenvolvimento Sustentável.

Até sexta-feira, a 6ª edição do Fórum reúne em Bangkok, na Tailândia, dezenas de políticos, funcionários da ONU e representantes da sociedade civil para analisar o progresso da região na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Reconhecimento

Em declarações à ONU News, de Bangkok, o ministro timorense disse que a escolha destaca o trabalho que Timor-Leste tem feito na região. 

“É um reconhecimento da liderança de Timor-Leste e um reconhecimento do compromisso de Timor-Leste em atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”

O representante afirmou que o país participa nos processos de avaliação para cumprimento dos ODSs “de forma aberta e franca, reconhecendo os desafios que estão presentes, tentando resolver esses desafios e chamando a colaboração das Nações Unidas.”  

Agenda 2030

Artistas atuam na cerimônia de abertura do Fórum, by Escap/Diego Montemayor

A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, fez o discurso de abertura do Fórum.

Na sua mensagem, Mohammed disse que, nos últimos anos, observou “com fascínio” o progresso das nações da Ásia e do Pacífico para realizar o desenvolvimento sustentável.

Segundo a representante, os “governos assumiram o desafio da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável com liderança decisiva”, fazendo “investimentos significativos para melhorar a cobertura de dados e estatísticas e fazendo parcerias para ampliar e promover políticas, estratégias e programas centrados nas pessoas.”

Obstáculos

Apesar de crescimento económico e avanços tecnológicos, as estimativas mais recentes mostram que é improvável que a região Ásia-Pacífico atinja qualquer um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, até 2030.

Neste momento, mais de 50% das mulheres da região continuam excluídas de decisões importantes relacionadas com a sua saúde e as populações pobres e vulneráveis ​​ainda não têm acesso à terra e aos direitos de propriedade. Em alguns países, mais de 30% dos jovens não têm emprego, educação ou treinamento.

No seu discurso, Amina Mohammed afirmou que “as desigualdades crescentes se tornaram um grande obstáculo para acelerar o progresso na Ásia-Pacífico.” A representante disse que a desigualdade de riqueza, de acesso a serviços básicos, de capacidade de resistir a contratempos e responder a danos causados ​​pelas mudanças climáticas estão em ascensão.

Investimentos

A subsecretária-geral da ONU e secretária executiva da Comissão Económica e Social para a Ásia e o Pacífico, Escap, também participou no encontro.

Armida Alisjahbana apontou o “fraco desempenho da região na implementação dos ODS”, destacando a necessidade de maiores investimentos em alguns setores sociais considerados fundamentais.

A representante afirmou que para alcançar a Agenda 2030 “é necessário aumentar o investimento” e, segundo uma análise inicial, “a maioria dos países pode pagar” esses custos.

Encontro

O Fórum anual reúne um grupo de atores importantes na área do desenvolvimento, como altos funcionários do governo e da ONU, representantes do setor privado e uma grande presença de organizações da sociedade civil.

Segundo a organização, os participantes farão, durante três dias, uma análise profunda do progresso da região sobre vários ODSs, sobretudo na área da educação, trabalho, desigualdades, ação climática, paz e parcerias.

Vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, fez o discurso de abertura do Fórum, by Escap/Diego Montemayor

Um dos objetivos é produzir material que será discutido no Fórum Político de Alto Nível, que acontece em julho.

A vice-presidente do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, Ecosoc, disse que “o Fórum oferece uma oportunidade para avaliar as lições aprendidas e os desafios futuros.”

A representante disse aguardar com expectativa uma troca de ideias e propostas francas por novas avenidas de desenvolvimento e parcerias para fortalecer o mecanismo de acompanhamento e revisão, não só a nível regional, mas também a nível global ”, afirmou

Um dos destaques do Fórum deste ano é o lançamento do Portal Ásia-Pacífico ODSs uma ferramenta interativa que avalia o progresso regional e sub-regional nesta área. O objetivo é facilitar o acompanhamento a nível nacional e melhorar o processo de implementação.

 

 

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