Conselho de Segurança pede respeito ao resultado das eleições na Guiné-Bissau

Mulher nos arredores de Bissau vota nas eleições legislativas.
Alexandre Soares
Mulher nos arredores de Bissau vota nas eleições legislativas.

Conselho de Segurança pede respeito ao resultado das eleições na Guiné-Bissau

Assuntos da ONU

País lusófono realizou eleições legislativas a 10 de março; órgão da ONU felicitou povo e governo pela realização de um escrutino pacífico e lembra necessidade de realizar eleições presidenciais ainda em 2019.  

Os Estados-membros do Conselho de Segurança felicitaram esta terça-feira o povo e o governo da Guiné-Bissau pela realização pacífica de eleições legislativas a 10 de março.

Em nota, o órgão elogia líderes políticos, organizações da sociedade civil e parceiros internacionais, como a União Africana a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Cplp, e a União Europeia.

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Jovem eleitora em Bissau deposita seu voto., by Alexandre Soares

Apoio

Os 15 Estados-membros também destacam o Escritório das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Uniogbis, “pelo seu apoio na preparação das eleições” e felicitam “o papel das missões internacionais, regionais e nacionais de observação eleitoral pelas suas contribuições para a transparência do processo eleitoral.”

O Conselho de Segurança também menciona “a conduta da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau”, destacando “o processo de contagem expedito e o anúncio oportuno dos resultados.”

Estabilidade

Após as eleições, os Estados-membros pedem a “todos os partidos políticos que continuem a abster-se de incitar os apoiantes a qualquer ação violenta” e que “respeitem o resultado” do ato eleitoral.

Os integrantes do Conselho também reiteram o seu “apoio e compromisso contínuos, em colaboração com atores regionais e parceiros internacionais, para a consolidação da paz, estabilidade e desenvolvimento na Guiné-Bissau.”

A nota lembra ainda “a importância de uma eleição presidencial credível, livre, justa e pacífica”, dizendo que deve ser organizada dentro do prazo legalmente estipulado ainda em 2019.

O Conselho de Segurança também reafirma “a necessidade de um diálogo inclusivo com todas as partes interessadas para consolidar a paz e a estabilidade” no país.

A nota termina pedindo que as autoridades nacionais acelerem a revisão da Constituição, como ficou estabelecido no Acordo de Conacri e no roteiro de seis pontos da Cedeao.

Alexandre Soares, ONU News
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