ONU marca Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão
BR

25 março 2019

Mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas do tráfico transatlântico de escravos em cerca de quatro séculos; celebração visa aumentar consciência sobre os perigos do racismo e do preconceito.

Este 25 de março é o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos.

Em mensagem, o secretário-geral destaca que “nunca devem ser esquecidos os crimes e os impactos” deste tipo de tráfico na África e em outros lugares, ao longo dos séculos.

Barbárie 

O chefe das Nações Unidas disse que este tipo de comércio foi “uma das mais terríveis manifestações de barbárie humana da história”.

Para Guterres, a data é uma oportunidade de homenagear e lembrar aqueles que sofreram e morreram nas mãos do sistema brutal de escravidão.

Segundo as Nações Unidas, mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas do tráfico transatlântico de escravos durante mais de 400 anos, que são considerados “um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade”.

O objetivo do dia é aumentar a consciência sobre os perigos do racismo e do preconceito.

Foto: ONU/Rick Bajornas.
A Arca do Retorno, o memorial permanente para honrar as vítimas da escravidão e do comércio transatlântico de escravos, na entrada da sede da ONU em Nova Iorque.

Escravidão

O chefe da ONU mencionou ações do Programa das Nações Unidas em Memória das Vítimas da Escravidão, que “ajudam a garantir que as lições sejam aprendidas e levadas em consideração atualmente”.

Guterres destaca ainda que é preciso contar as histórias dos que se manifestaram contra os seus opressores e reconhecer a justa resistência.  

O representante assinala que a organização presta tributo a estas vítimas enfrentando as atuais formas de escravidão, aumentando a consciência sobre os perigos do racismo nos nossos dias e “garantindo justiça e igualdade de oportunidades a todos os afrodescendentes de hoje”. 

Em 2015, as Nações Unidas inauguraram um memorial permanente em homenagem às vítimas da escravidão e do comércio transatlântico de escravos, na sede da organização em Nova Iorque.

A Arca do Retorno foi concebida pelo arquiteto norte-americano de ascendência haitiana Rodney que venceu uma competição internacional em 2013.

 

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