Pnuma lembra importância de mitigar efeitos das catástrofes naturais

25 março 2019

Agência da ONU destaca importância de Manual da Consciencialização e Preparação para Emergências a Nível Local; entre 1998 e 2017, países perderam US$ 2,245 bilhões em desastres relacionados com o clima.

O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, alerta que o impacto do ciclone Idai “demonstra claramente” a necessidade de se desenvolver melhores instrumentos de consciencialização e preparação para emergências.

Só assim será possível fortalecer a resiliência das comunidades locais às consequências devastadoras destes desastres naturais, afirma a agência.

A agência da ONU continua a trabalhar para enfrentar desastres naturais, acidentes industriais e crise induzida pelo homem, apoiando dezenas de países como o Afeganistão, o Haiti, o Iraque, o Sudão e o Sudão do Sul.© Unicef/Arimacs Wilander

Alerta

A diretora regional da ONU para o Meio Ambiente em África, Juliette Biao, lembra que “o ciclone é mais um alerta sobre a necessidade de haver mais investimento urgente na redução do risco de desastres baseados em ecossistemas e na adaptação às mudanças climáticas para reduzir o custo humano e financeiro.”

A responsável destaca ainda que “a gestão ambiental sólida, os impactos das mudanças climáticas e as respostas a desastres” estão intimamente interligados e exigem uma abordagem mais sistemática e abrangente para a gestão dos riscos.

Manual

Em outubro de 2018, o Escritório da ONU para Redução de Riscos de Desastres divulgou um relatório que destacou o impacto financeiro dos desastres relacionados ao clima.

Estima-se que no período 1998-2017, os países atingidos por desastres tenham registado perdas económicas diretas de US$ 2,908 bilhões, dos quais 77%, ou seja, US$ 2,245 bilhões, em desastres relacionados com o clima.

Como autoridade líder global em meio ambiente, o Pnuma desenvolveu, em 2015, a segunda edição do Manual da Consciencialização e Preparação para Emergências a Nível Local.

O manual enfatiza a importância de uma abordagem integrada para vários perigos a nível local, bem como a importância do envolvimento das múltiplas partes interessadas e de toda a sociedade.

Objetivos

A agência da ONU continua a trabalhar para enfrentar desastres naturais, acidentes industriais e crise induzida pelo homem, apoiando dezenas de países como o Afeganistão, o Haiti, o Iraque, o Sudão e o Sudão do Sul.

A coordenadora de Resiliência a Desastres e Conflitos no Escritório Regional da ONU para o Meio Ambiente em África, Saidou Hamani, explica que este manual ajuda as comunidades a evitar a perda de vidas, danos à saúde, minimizar os danos à propriedade e proteger o meio ambiente.

Estas diretrizes são, segundo a responsável, “aplicáveis independentemente da natureza da emergência ambiental, seja um acidente industrial, um desastre natural ou uma combinação de eventos, como pode ocorrer após um terramoto ou tsunami, ou uma tempestade como Idai”.

 

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