Empresa brasileira de cosméticos integra venezuelanos no mercado de trabalho do Chile

20 fevereiro 2019

Formação teve parceria de duas agências da ONU e ajudou 12 funcionários que abandonaram o seu país devido à situação econômica; migrantes da Venezuela já são a maior comunidade de migrantes no país.

Natura, uma empresa brasileira de cosméticos considerada uma das maiores do setor, está ajudando à integração ao mercado de trabalho de migrantes venezuelanos que migraram para o Chile.

Como parte deste compromisso, a Organização Internacional para Migrações, OIM, organizou um treinamento para alguns destes trabalhadores no dia 14 de fevereiro.

Formação

Venezuelanos procuram oportunidades de trabalho nos países vizinhos, by Acnur/Stephen Ferry

A iniciativa incluiu 12 venezuelanos, que atualmente compõem o maior grupo de funcionários nascidos em outro país entre os trabalhadores da empresa no Chile.

A ONU Mulheres do Chile foi outra parceira, através do programa Win-Win, ou Ganha-Ganha, em português, que promove a integração, a qualidade de vida e a geração de um ambiente inclusivo.

Uma venezuelana que trabalha na empresa há três meses, María Erminia Mirena, agradeceu “aos chilenos que recebem, acolhem e ajudam os venezuelanos a se posicionarem no mercado de trabalho.”

Mirena explicou que o principal desafio para estes migrantes “é se adaptar a uma cultura diferente, contribuindo com a experiência e o conhecimento” que trazem do seu país.  

Migrantes

Segundo o Ministério do Interior e o Instituto Nacional de Estatísticas do Chile, residem 1.251.225 estrangeiros no país, representando 6,6% da população. Pela primeira vez, os venezuelanos são o maior grupo, representando 23% do total.

A Natura tem mais de 230 trabalhadores no Chile e tem operações nos maiores países da América Latina, incluindo Argentina, Peru, Colômbia e México, onde emprega mais de 6,8 mil pessoas.

Em nota, a OIM diz que a empresa “busca promover ambientes de trabalho e culturais flexíveis que permitam a expressão de todos os tipos de diversidade.”

O chefe de missão da OIM Chile, Norberto Girón, disse que esta iniciativa “é inovadora, pois a força de trabalho inclui profissionais da Venezuela, Colômbia, Argentina, Cuba, Bolívia, França, entre outros países.” Girón afimou que o projeto “pode ser replicado para o resto dos países da região.”

A gerente de recursos humanos da Natura no país, Maria Sol de Cabo, disse que "é muito importante fazer parceria com uma organização internacional como a OIM.”

Segundo ela, para “atender às necessidades da sociedade e promover mudanças, é essencial gerar parcerias e realizar projetos para apoiar a população migrante e dar-lhes as melhores ferramentas.”

 

 

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