Conselho de Segurança encerra digressão africana na Guiné-Bissau

16 fevereiro 2019

Delegação do órgão de 15 Estados-membros esteve reunida com representantes do governo, das Nações Unidas e da sociedade civil guineense; presença em territórios marfinense e guineense celebra sucessos na manutenção da paz e segurança.

Uma delegação do Conselho de Segurança terminou este sábado a digressão pela África Ocidental com uma visita à Guiné-Bissau.

No país lusófono, os representantes do órgão avaliaram o processo de resolução de crises antes das eleições legislativas marcadas para 10 de março.  Ainda este ano, os guineenses devem ir as urnas para escolher o novo presidente em data a anunciar.

Processo

Durante a visita, a delegação do Conselho esteve reunida com o presidente José Mário Vaz, o primeiro-ministro Aristides Gomes, o representante especial adjunto da ONU no país David McLachlan-Karr, além de organizações envolvidas no processo de consolidação da paz na Guiné-Bissau.

O Departamento dos Assuntos Políticos da ONU destaca também encontros realizados com o presidente da Assembleia Nacional, com líderes políticos, da Comissão Nacional de Eleições, do Tribunal Supremo e da sociedade civil guineenses.

A digressão do Conselho pela África Ocidental teve início na quinta-feira em Abidjan, capital da Cote d’Ivoire também conhecida por Costa do Marfim.

Na cidade marfinense, a delegação encontrou-se com o presidente, o vice-presidente e o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Mesa Redonda

O grupo era liderado pelo atual presidente do Conselho e embaixador da Guiné Equatorial junto às Nações Unidas, Anatólio Ndong Mba e pelo representante permanente da Cote d’Ivoire na ONU, Leon Kacou Adom.

Em território marfinense, o Conselho participou de uma mesa redonda sobre a transição da manutenção para a consolidação da paz onde estiveram os coordenadores residentes das Nações Unidas do país e da vizinha Libéria.

No fim da visita, Leon Kacou Adom disse ter sido uma oportunidade para trocar experiências e informações, incluindo dados sobre as melhores práticas de transição.

A Costa do Marfim é membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU desde o início de 2018.

Chegada da delegação do Conselho de Segurança ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, neste 15 de fevereiro., by Didier Bapidi/Uniogbis

O diplomata destacou que, neste momento, as operações de manutenção da paz das Nações Unidas se encontram numa encruzilhada e num contexto marcado pela reforma lançada pelo secretário-geral, António Guterres.

Por esse motivo, apontou que o Conselho de Segurança, sendo o órgão responsável pela manutenção da paz e segurança internacionais, deve destacar experiências bem-sucedidas a este respeito, como vem acontecendo em ambos os países.

A Missão da ONU na Costa do Marfim, Onuci, terminou em junho de 2017, após 13 anos de atuação para conter a instabilidade nesse país. O fim do mandato é considerado um sucesso nas ações de manutenção da paz das Nações Unidas.

 

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