ONU quer US$ 109,5 milhões para ajudar 3,6 milhões de venezuelanos

8 fevereiro 2019

Até agora foram angariados apenas US$ 49,1 milhões; 301 funcionários nacionais e internacionais da ONU trabalharão no país; OMS já entregou 50 toneladas de medicamentos e de material médico.

Várias agências das Nações Unidas falaram, esta sexta-feira, sobre a assistência humanitária que será disponibilizada à Venezuela.

Em conversa com os jornalistas, em Genebra, o porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, Jens Laerke, informou que desde novembro, as agências das Nações Unidas vêm ampliando as atividades naquele país. A meta é  atender as necessidades urgentes de saúde, nutrição e proteção.

Plano

O Ocha adiantou que foram instalados seis abrigos temporários nos estados da fronteira ocidental para acomodar 1,6 mil pessoas e fornecer informações sobre questões de proteção.Foto: Acnur/ Stephen Ferry

Segundo o representante, “são necessários US$ 109,5 milhões para implementar o plano de ajuda mas até agora foram angariados apenas US$ 49,1 milhões.” O objetivo é apoiar 3,6 milhões de pessoas, incluindo 2 milhões de crianças.

O representante explicou que a partir de 4 de fevereiro, 301 funcionários nacionais e internacionais das Nações Unidas trabalhar em Caracas e em outros quatro locais em toda a Venezuela.

Em apoio às instituições locais, a organização forneceu kits médicos para a saúde infantil e materna e estão em processo de entrega de 100 mil tratamentos para desnutrição severa ou aguda.

Assistência

O Ocha adiantou que foram instalados seis abrigos temporários nos estados da fronteira ocidental para acomodar 1,6 mil pessoas e fornecer informações sobre questões de proteção.

Falando a jornalistas, Laerke disse também que dos US$ 49,1 milhões recebidos até ao momento, cerca de US$ 9 milhões vieram do Fundo Central de Resposta a Emergências da ONU que reuniu ofertas de um grande número de doadores.

O representante lembrou que a ajuda humanitária deve ser “fornecida puramente com base na necessidade, independentemente de quaisquer considerações” e garantiu que o trabalho da ONU não está a ser prejudicado.  

O Ocha, as agências humanitárias que trabalham no país realizaram atividades de avaliação e análise tendo em conta os respetivos mandatos. A informação recolhida foi utilizada para melhor conhecer as necessidades humanitárias.

Saúde

Na Venezuela, Após o relançamento da campanha de vacinação em agosto de 2018, foi alcançada uma taxa de cobertura de vacinação de 95% entre as crianças e adolescentes. Foto: Unicef/ Moreno Gonza

O representante da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tarik Jašarević, explicou também aos jornalistas que a agência e a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, continuam a trabalhar em conjunto com o Ministério da Saúde da Venezuela em diversas áreas.

Os esforços centram-se na melhoria dos sistemas de saúde, controle de doenças transmissíveis e não transmissíveis, melhoria na gestão de respostas a emergências, aquisição de medicamentos, vacinas e outros.

Jasarevic revelou que, em 2018, cerca de 50 toneladas de medicamentos e de material médico foram entregues à Venezuela, num esforço contínuo para melhorar os cuidados de saúde para a população.

Sarampo

A OMS adiantou que desde o primeiro caso relatado em sarampo em julho de 2017, havia 6.395 casos confirmados, incluindo 76 mortes até dezembro de 2018.

Após o relançamento da campanha de vacinação em agosto de 2018, foi alcançada uma taxa de cobertura de vacinação de 95% entre as crianças e adolescentes. De acordo com a OMS, o número de casos relatados de sarampo está agora diminuindo.

 

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