FAO aponta subida de quase 1,8% no preço dos alimentos em janeiro

Forte recuperação nos preços de laticínios foi um dos fatores que impulsionaram a situação; valorização da moeda brasileira, o real, em relação ao dólar norte-americano ditou subida de custos do açúcar.
Os preços dos alimentos subiram quase 1,8% em janeiro, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.
A agência destaca que esse aumento corresponde a quase 3 pontos em relação a dezembro de 2018, e a 3,7 pontos, ou 2,2%, em comparação com o mês de janeiro do ano passado.
Laticínios
De acordo com a agência, a subida foi em grande parte impulsionada por uma forte recuperação nos preços de laticínios, e pela consolidação de preços de óleos vegetais e do açúcar.
No Índice de Preços dos Alimentos, divulgado esta quinta-feira, a subcategoria dos cereais alcançou 168,1 pontos subindo ligeiramente em relação a dezembro e se fixando quase 11,5 pontos, ou 7,3%, acima do nível de janeiro de 2018.
O índice que mede a variação mensal nos preços de produtos básicos tem em conta as subcategorias de cereais, oleaginosos, carnes, açúcares e laticínios
O índice de preços do leite da FAO ficou em média nos 182,1 pontos em janeiro, um aumento de 12,2 pontos, ou 7,2%, em relação a dezembro de 2018. Essa forte recuperação se seguiu a sete meses de queda nos preços.
De acordo com a FAO, o preço do óleo vegetal aumentou 4,3% em janeiro, em relação ao mês anterior.
Ganhos
A variarão do índice de açúcar foi de 1,3% e dos cereais registou ganhos marginais em dezembro. Já o preço da carne da FAO permaneceu inalterado.
Todos os laticínios representados no índice mensal registaram preços mais altos em janeiro, com o aumento de custos de leite em pó desnatado de até 16,5% em relação ao mês anterior.
O Índice de Preços do Açúcar da FAO ficou em média em 181,9 pontos em janeiro de 2019, subindo 2,4 pontos, ou 1,3%, em relação a dezembro de 2018. Os custos do produto foram influenciados em grande parte pela valorização da moeda brasileira, o real, em relação ao dólar dos Estados Unidos.
A FAO ainda aumentou a previsão mundial de produção de cereais de 2018 para 2,611 bilhões de toneladas. A nova meta global a colher reflete as revisões em alta para produtos como milho, trigo e arroz.