Acadêmica do Brasil vê benefícios em estender Cátedras da Unesco a países lusófonos 
BR

4 fevereiro 2019

Coordenadora da Cátedra Unesco de Direito à Educação da Universidade de São Paulo, USP, teve alunos de países de língua portuguesa; em Portugal, seis universidades implementam este tipo de capacitação para instituições de ensino superior.

O Brasil é um dos países que acolhe o Programa de Cátedras da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco. A iniciativa desta rede mundial capacita representantes de instituições de ensino superior e de investigação.

A Cátedra de Direito à Educação da Universidade de São Paulo, USP, única no mundo, é coordenada pela professora Nina Ranieri.

Em conversa com a ONU News, em Nova Iorque, a representante falou do contato que teve com alunos de países de língua portuguesa.

Extensão

A docente contou que a Unesco considera a legislação de ensino no Brasil, “muito adequada para países de grande extensão”. Nina Ranieri disse acreditar que essa experiência possa ir além do âmbito local e ter impacto em vários países lusófonos.

“Tem uma forma de financiamento que é muito, digamos, pragmática. Eu não vou te dizer que dá 100% certo. Como eu disse, há muitos desafios a serem feitos e a parte do financiamento em particular. Mas a Unesco considera que a forma como tudo isso foi armado, a forma como a legislação foi pensada, e as melhoras que vem sendo feitas desde a Constituição de 1988 poderiam ser aplicadas para vários países. Aliás foi por isso que a Cátedra foi criada no país, de forma a se difundir essa experiência. Então eu acredito que a cooperação seria muito proveitosa em relação aos países de língua portuguesa. E com Portugal, que tem uma experiência na área educacional muito boa, e que nós poderíamos sem dúvida nenhuma aproveitar.

Desenvolvimento

Portugal tem seis universidades que participam nesse programa de cooperação que promove conhecimentos para enfrentar desafios e contribuir para o desenvolvimento social.

O Programa de Cátedras da Unesco promove a reflexão e o intercâmbio entre o mundo acadêmico, a sociedade civil, as comunidades locais, a investigação e a definição de políticas nos países.

Colaboração

A meta da iniciativa é aumentar a cooperação e a troca de experiências entre universidades internacionais para reforçar as capacidades das instituições com a partilha do conhecimento e do trabalho em colaboração.

As áreas envolvidas nesses programas são educação, ciências naturais e sociais, cultura e comunicação, novas ideias no ensino, inovação através da investigação e apoio para o enriquecimento dos programas universitários.

Essas iniciativas estimulam a colaboração com organizações não-governamentais, fundações e organizações do setor público e privado que apoiam o ensino superior.

 

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