Guterres responde a carta de Juan Guaidó, da Venezuela
BR

31 janeiro 2019

Secretário-geral afirmou que ONU está pronta para aumentar ajuda ao país, mas precisa do consentimento e colaboração do governo; chefe da organização lembrou ao presidente da Assembleia Nacional que reconhecimento dos governos é uma função dos Estados-membros.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, respondeu a uma carta enviada pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, pedindo às Nações Unidas que aumentem a ajuda humanitária ao país.

A informação foi confirmada esta quinta-feira pelo porta-voz do chefe da ONU,  falando com jornalistas na sede da organização em Nova Iorque.

PMA: em 2018, mais de 1,1 milhão de venezuelanos estavam vivendo na Colômbia, um dos países mais atingidos pelo êxodo em massa, by Foto: Acnur/ Fabio Cuttica

Ajuda

Segundo Stephane Dujarric, António Guterres usou a carta para reiterar a sua preocupação com a crise no país e o impacto da situação no povo venezuelano.

Guaidó pediu à ONU que enviasse mais ajuda humanitária. A resposta dada por Guterres é que a organização "está pronta para aumentar suas atividades humanitárias e de desenvolvimento na Venezuela", mas que para isso "precisa do consentimento e cooperação do governo."

Guterres destacou que o reconhecimento dos governos não é uma função da Secretaria-Geral da ONU, mas dos Estados-membros e disse que respeita "as decisões" da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança”.

O chefe da ONU também reiterou sua disponibilidade para ajudar a encontrar uma solução política para a crise.

Parceiros

A ONU enviou uma cópia da carta à Missão Permanente da Venezuela e a todas as pessoas que tinham recebido a carta de Guaidó, incluindo os responsáveis por grandes agências humanitárias das Nações Unidas.

O porta-voz disse que o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, aumentam a ajuda nas áreas de saúde, nutrição e proteção, mas "estão sujeitos à disponibilidade de recursos para fazer mais".

Jornalistas

Stephane Dujarric também mencionou a detenção de jornalistas da EFE agência de notícias na Venezuela, um venezuelano, dois colombianos e uma espanhola. O porta-voz disse que é "fundamental que os jornalistas na Venezuela, ou qualquer outro país, possam informar livremente e ter seus direitos totalmente respeitados."

O diretor da agência confirmou no Twitter que os quatro jornalistas foram libertados  "depois de passarem a noite presos e algemados".

Reunião

O porta-voz disse estar informado sobre o encontro internacional que está sendo convocado pelos governos do México e do Uruguai para tentar iniciar um diálogo político na Venezuela.

Dujarric disse que "obviamente a comunidade internacional pode desempenhar um papel fundamental na facilitação de acordos inclusivos."

O porta-voz também confirmou que o secretário-geral se reunirá com representantes dos dois países de acolhimento "nos próximos dias".

 

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