Agricultores filipinos utilizam drones para ajudar nas plantações
BR

20 janeiro 2019

Parceria entre FAO e Departamento de Agricultura do país assessora agricultores a empregarem tecnologia para avaliaram tamanho e condições das plantações e danos causados por desastres naturais.

Foi na fazenda da família, nas Filipinas, que Lowell Rebillaco passou a infância. Hoje, como funcionário do Departamento de Agricultura do país, ele utiliza ferramentas inovadoras como drones e conhecimento técnico em gerenciamento de dados e avaliação de projetos para ajudar outros agricultores a melhorarem o seu trabalho.

Rebillaco e o coordenador de emergência da FAO, Abet Aduna, discutem dados sobre os danos causados ​​pelas inundações das recentes chuvas de monção. Foto: ©FAO/Veejay Villafranca

Para Rebillaco este é um sonho de criança. Ele explica que quer “ajudar as pessoas melhorando a produtividade da terra para que eles tenham uma renda maior e mais acesso às necessidades básicas como saúde, educação, mercado e que possam também ter um pouco de lazer.”

Projeto

Rebillaco é um dos envolvidos numa parceria da Organização das Nações Unidas para Agricultura e  Alimentação, FAO, e o Departamento da Agricultura que utiliza tecnologia de ponta de drones. Entre os objetivos do projeto está o desenvolvimento de relatórios sobre o tamanho e condições das colheitas e o aceleramento do processo que determina a extensão de danos na agricultura em eventos de desastres naturais.

Como explica Rebillaco, as Filipinas “têm quase 20 tufões por ano e por isso os agricultores acabam tendo perdas por causa das calamidades.” Para ele, o programa com os drones “mudou o trabalho deles porque diminui o tempo da validação dos danos totais causados.”

Drones

Os drones de asas fixas podem cobrir até 200 hectares de terra em apenas 30 minutos, enquanto uma pessoa consegue observar cerca de 7 hectares por dia. As imagens podem ser usadas para lidar com uma série de condições, incluindo enchentes e infestação de pragas. Em alguns casos, eles podem ajudar a diminuir o impacto deste tipo de ameaças com planejamento adequado da época de realização da colheita.

Para a agência da ONU, ao trabalhar com os governos e compartilhar tecnologia e conhecimento, a FAO empodera os agricultores a agirem e se tornarem parte do objetivo global de alcance da Fome Zero.

 

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