Rio de Janeiro é oficialmente a primeira Capital Mundial da Arquitetura
BR

18 janeiro 2019

Unesco anunciou que cidade brasileira disputou com Paris e Melbourne para sediar Congresso Mundial em 2020; a partir de agora, cidades que sediarem o evento recebem o título; iniciativa colabora para o cumprimento da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável.

O Rio de Janeiro é oficialmente a “Capital Mundial da Arquitetura” para 2020. O anúncio foi feito pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, nesta sexta-feira em Paris.

Na cerimônia, a agência anunciou que a cidade brasileira foi selecionada, em 2014, para sediar o Congresso Mundial da Arquitetura de 2020. O evento é promovido pela União Internacional dos Arquitetos, UIA. O Rio concorreu com Paris, na França, e Melbourne, na Austrália.

Museu Nacional no Rio de Janeiro, Brasil. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Congresso Mundial da Arquitetura

A partir de agora, as cidades que sediarem o Congresso Mundial da UIA, realizado a cada três anos, serão também designadas pela Unesco como “Capital Mundial da Arquitetura”.

Com esse título, as cidades se responsabilizam em promover uma série de eventos relacionados às questões urbanas, durante todo o ano em que o Congresso se realizará.

Entre os assuntos que serão discutidos na programação estão temas ligados ao desenvolvimento como cultura, planejamento urbano, mobilidade, obras públicas e a construção de cidades mais inclusivas.

Série de eventos

A representante da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, ressalta que “a cultura e a arquitetura são fundamentais para a superação de desafios e soluções inovadoras para os espaços urbanos”.

A também diretora da agência no país disse ainda que “ter o Rio como a primeira Capital Mundial da Arquitetura é um fato a ser celebrado pelo país, uma vez que a cidade se tornará o palco de uma série de eventos, em 2020, para tratar de temas importantes”.

A representante acrescentou que “além desse título, a cidade ainda é reconhecida por abrigar dois sítios do Patrimônio Mundial Cultural – Rio de Janeiro, paisagens cariocas entre a montanha e o mar e Sítio Arqueológico Cais do Valongo”.

Segundo a Unesco, eventos do tipo colaboram para o cumprimento da Agenda 2030, principalmente em seu Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11, a ODS 11, que tem como foco as cidades e os assentamentos humanos.

Visibilidade Internacional

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, declarou que tem o compromisso de transformar o ano de 2020 em um marco na história cultural da cidade.

Crivella disse que além da visibilidade internacional, essa será também uma oportunidade de “ampliar a relação de pertencimento dos moradores da cidade com patrimônio histórico e arquitetônico, difundindo e preservando esse acervo”.

Ele também ressaltou que “o Rio de Janeiro possui uma arquitetura que reflete a riqueza de culturas que formam a sociedade brasileira, por ter sido porto e capital do Brasil por mais de dois séculos”.

Referência da Arquitetura

O presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, IAB, Nivaldo de Andrade, ressaltou que esta é a primeira vez que o Brasil recebe o Congresso Mundial de Arquitetos.

O representante destacou que “o Rio é uma referência da arquitetura, sendo a terra de tantos arquitetos e paisagistas mundialmente conhecidos como Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx, Lucio Costa”.

Ele completou que “a cidade é também uma referência de desafios contemporâneos para os arquitetos e de experiências positivas no campo do urbanismo, a exemplo dos programas de urbanização de favelas”.

Fernando Frazão/Agência Brasil
O Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravos nas Américas, é reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco

 

 

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