Aumento de financiamento permite levar ajuda a mais pessoas de forma mais rápida
BR

15 janeiro 2019

Programa Mundial de Alimentos diz que as chamadas doações não vinculadas ou flexíveis permitem responder a crises súbitas e esquecidas; valores para uso em várias crises cresceram no ano passado, mas continuam longe das metas estabelecidas.

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, PMA, recebeu US$ 440 milhões de financiamento flexível em 2018, um aumento de 10% em relação ao ano anterior.  

Estas contribuições flexíveis permitem que o PMA use fundos “onde e quando as necessidades são maiores”, para responder ao aparecimento súbito de emergências, bem como meios para a assistência em crises esquecidas e prolongadas.

As contribuições flexíveis permitem que o PMA use fundos “onde e quando as necessidades são maiores”. Foto: PMA/Gabriela Vivacqua

Usos

Na região  africana do Sahel, estes fundos permitiram iniciar a resposta na pior época de escassez dos últimos quatro anos, chegando a mais de 3 milhões de pessoas e evitando uma grande crise alimentar.

Este dinheiro também ajudou o PMA a prestar assistência a quase 900 mil refugiados rohingya em Bangladesh, ampliar o apoio aos deslocados na Colômbia e ajudar agricultores que enfrentam secas severas em Madagáscar.

Em nota, o diretor executivo do PMA, David Beasley, disse que "o financiamento flexível permite ser mais oportuno, eficaz e eficiente, proporcionando o máximo impacto para cada contribuição."

Beasley afirmou que “vários parceiros governamentais estão vendo a diferença que este financiamento faz e como reduz os custos.” Ele apelou a mais doações deste tipo, que seja previsível e possivel de utilizar ao longo de vários anos.

PMA/Marco Frattini
David Beasley, Chefe do Programa Mundial de Alimentos, visita Sanaa, capital do Iémen, onde se regista atualmente a maior crise de fome do mundo.

Meta

Em 2016, na Cimeira Humanitária, os principais doadores assinaram um acordo em que se comprometeram a reduzir fundos para crises específicas, criando a meta global de 30% para financiamento humanitário flexível até o ano 2020.

Apesar desse compromisso, o PMA diz que os governos que fornecem apoio multilateral ainda são uma minoria. Este ano, o tipo de contribuições representou 6% do total de recursos do PMA, bem abaixo do valor de 20% por cento em 2002.

Suécia, Reino Unido, Holanda, Alemanha, Noruega, Dinamarca, Austrália, Canadá, Irlanda e Bélgica foram os paises que mais apoiaram este processo de financiamento flexível do PMA em 2018.

Os principais doadores da Conta de Resposta Imediata do PMA foram Suíça, Alemanha, Bélgica e Canadá.

 

 

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