Nove anos depois do terremoto, o Haiti está melhor preparado para desastres?

12 janeiro 2019

Desastre natural aconteceu a 12 de janeiro de 2010 e causou pelo menos 220 mil mortos; ONU News conversou com uma das sobreviventes, uma funcionária das Nações Unidas. 

Metade da capital foi destruída, 220 mil pessoas morreram e 1 milhão de moradores foram deslocados.

Este foi o resultado do terremoto de 2010 no Haiti, que ocorreu em 12 de janeiro, há nove anos.

Nações Unidas

A equipe da Missão da ONU no Haiti também foi afetada, e houve 102 vítimas da ONU, incluindo o enviado especial do secretário-geral, Hédi Annabi, e o seu vice, Luiz Carlos da Costa. 

Na época, o presidente do Sindicato da ONU, Stephen Kisambira, disse que foi a "maior perda de vida na história das operações de manutenção da paz da ONU."

A ONU News conversou com uma das sobreviventes, Sophie Boutaud de la Combe, que hoje é chefe de comunicação da Missão da ONU para a Justiça no Haiti, Minusjusth.

Na altura, ela estava grávida de sete meses e faltavam poucos dias para sair da missão. Ela estava na sede da antiga Missão no país, Minustah, quando o terremoto chegou.

O prédio desmoronou completamente, mas La Combe conseguiu escapar através de uma parede que tinha uma abertura. 

Durante muitas horas, ela e seus colegas sobreviventes vasculharam os escombros, procurando por alguém ainda preso debaixo do prédio. Dois dias depois, ela acabou deixou o Haiti, uma situação que descreve como "um trauma", porque o seu instinto era ajudar a ONU e o povo do Haiti.

Regresso

Ela regressou finalmente ao país em 2013, feliz por poder desempenhar um papel na reconstrução do país e honrar seus colegas perdidos com seu trabalho.

Nove anos após o terremoto, a situação no Haiti é muito diferente. La Combe diz que o governo está muito melhor preparado para desastres naturais similares.

Ela lembra que “há alguns meses houve um terremoto no norte do país” e que o  “Estado estava preparado e enviou o seu pessoal para apoiar os afetados, sem envolvimento da Minujusth.” 

La Combe lembra que “não foi um grande terremoto, mas a população soube como reagir, e, mais importante, ouve-se regularmente como é importante construir melhor e construir com força para não colocar em risco as pessoas no caso de um terremoto.”

 

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