Banco Mundial prevê baixa ligeira de crescimento da economia global para 2,9%

8 janeiro 2019

Abrandamento do comércio internacional e da atividade manufatureira pressionam economia; exportação de matérias-primas estagnou; crescimento per capita será insuficiente para reduzir diferença entre economias desenvolvidas e emergentes.

O crescimento económico global deverá cair de 3% em 2018 para 2,9% em 2019.

A previsão foi avançada esta terça-feira pelo Banco Mundial. A  revisão em baixa, ainda que ligeira, deve-se ao abrandamento do comércio internacional e da atividade manufatureira. A instituição justifica ainda esta decisão com as elevadas tensões comerciais e com as pressões substanciais que algumas economias emergentes vivem nas praças financeiras.

Olhando apenas para as economias avançadas, o crescimento  deverá cair para 2% este ano.

Mercados Emergentes

A revisão em baixa, ainda que ligeira, deve-se ao abrandamento do comércio internacional e da atividade manufatureira.​​​​​​​Banco Mundial/ Ivelina Taushanova

A desaceleração da procura externa, o aumento dos custos dos empréstimos e as persistentes incertezas políticas contribuem para as novas previsões económicas dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento.

A diretora executiva do Banco Mundial, Kristalina Georgieva, afirmou que no início de 2018, a economia global estava a crescer mas “perdeu velocidade durante o ano” e a queda “pode ser ainda maior no próximo ano.”

A responsável avisa que “à medida que os obstáculos económicos e financeiros se intensificam para os países emergentes e em desenvolvimento, o progresso mundial na redução da pobreza extrema pode ser comprometido. Para manter o ímpeto, os países precisam investir em pessoas, fomentar o crescimento inclusivo e construir sociedades resilientes." 

A exportação de matérias-primas estagnou, enquanto que a sua importação está em desaceleração.

Riscos

O Banco Mundial identifica uma série de riscos que poderão travar a atividade económica. De acordo com a instituição, o agravamento do custo de empréstimos poderá reduzir os fluxos de capital e levar a um crescimento mais lento em muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento.

Por outro lado, o aumento ​​da dívida pública e privada poderão aumentar a vulnerabilidade e agravar as oscilações nas condições de financiamento e no sentimento do mercado. A intensificação das tensões comerciais pode resultar num crescimento global mais fraco e interromper as cadeias de valor interconectadas globalmente.

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