Energia solar promove acesso a cuidados de saúde universais  

7 janeiro 2019

Parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento com países em desenvolvimento instala painéis solares em hospitais e centros de saúde; iniciativa aumenta acesso e qualidade dos cuidados de saúde.   

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, afirma que nenhuma mulher deve estar em trabalho de parto às escuras, nenhuma cirurgia deve ser realizada à luz de velas e nenhuma vacinas pode deixar de ser refrigerada.

Agora, a agência destaca cinco maneiras como as energias renováveis ​​podem ajudar a prestar cuidados de saúde aos mais pobres do mundo. O Pnud diz que “durante muito tempo a falta de energia impediu que comunidades remotas e rurais tivessem acesso aos serviços de saúde de que precisam.”

1 - Acesso

Quase 1 bilhão de pessoas vive sem eletricidade e cerca de metade dessas pessoas vive na África subsaariana.

Agora, o Pnud tem uma iniciativa chamada Solar para a Saúde” que apoia estados africanos, árabes e da Ásia Central a instalar painéis solares em centros de saúde de áreas rurais. O objetivo é garantir cuidados de saúde para todos, onde quer que estejam e que ninguém seja deixado para trás.

2 – Qualidade

Cuidados de saúde de qualidade exigem uma fonte confiável de energia. Uma cadeia de refrigeração, por exemplo, é essencial para muitas vacinas e medicamentos.

Na Zâmbia, onde a iniciativa Solar para a Saúde já chegou, o médico Mwale Consity explicou que este apoio “é muito importante no fornecimento e gestão de bens médicos e cirúrgicos, principalmente na cadeia de frio.”

Segundo ele, “as vacinas, que são basicamente o futuro do país, permanecem potentes e viáveis.”

Antes, as interrupções de energia afetavam a refrigeração, mas agora o armazém médico nacional da Zâmbia tem painéis solares no telhado, com uma área equivalente a um campo de futebol que fornecem energia sem interrupções.

 A enfermeira do centro de saúde de Chikumbi Veronica Lungi lembrou que costumava dizer aos pacientes para virem com velas. Agora, ela diz que é “como um sonho.”

3 – Custos

O uso de energia solar ajuda as unidades de saúde a poupar dinheiro, que pode ser investido em outros programas de saúde.

O representante assistente do Pnud na Zâmbia, Ian Millimo, disse que “o setor da saúde está economizando bastante, por exemplo, com a quantidade de dinheiro que gastava com geradores a diesel.”

Segundo ele, alguns centros economizam até 40% dos custos. O Pnud também estima que a instalação de sistemas solares tenha um retorno de 100% sobre o investimento num período de dois a cinco anos.

A agência da ONU diz que estes investimentos precisam acelerar. Embora estejam a aumentar de ano para ano, em 2018 apenas 12,1% da energia consumida em todo o mundo vinha de fontes renováveis.

4 – Resiliência

A energia solar também contribui para sistemas de saúde mais resilientes. No Zimbabué, uma parceria entre o governo e o Pnud equipou 405 unidades de saúde com sistemas solares.

O responsável pela avaliação do Pnud no Zimbabué, Pfungwa Mukweza, disse que foram escolhidas quatro áreas prioritárias: sistemas de informação, cadeia de frio, maternidade e laboratório.

No passado, cortes regulares de energia impediam a recolha e gestão eficaz de dados, o que é essencial para o registo e arquivo de pacientes. A introdução da energia solar ajudou a resolver esse problema.

A fonte consistente de energia também ajuda o setor a resistir aos impactos negativos da mudança climática, incluindo eventos climáticos extremos, secas e outros choques que afetam o acesso ao fornecimento de energia tradicional.

5 – Sustentabilidade

O Pnud trabalha em parceria com governos e comunidades locais para garantir a sustentabilidade das iniciativas do Solar para a Saúde, incluindo a manutenção dos sistemas.

O responsável por monitoramento e avaliação da agência no Zimbabué, Pfungwa Mukweza, disse que o Pnud  está "a trabalhar de mãos dadas com o governo para elaborar um plano para reparos, manutenção e substituição das baterias e até mesmo dos painéis solares."

 

 

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