Empresa cria primeiro produto têxtil feito inteiramente de roupas velhas

3 janeiro 2019

Campanha da ONU pede a governos, empresas e consumidores que utilizem menos plásticos de uso único; soluções pioneiras para este problema vão ser um dos temas da quarta Assembleia Ambiental da ONU, em março.

Uma empresa americana desenvolveu uma nova técnica para reciclar  poliéster e criar uma fibra sustentável que pode ser reutilizada para sempre. Agora, quer fazer o mesmo com todos os plásticos.

O trabalho desta empresa foi destacado pela agência da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma. A agência está a promover a campanha Clean Seas, ou Mares Limpos, que pede aos governos, empresas e consumidores que reduzam o uso desnecessário de plásticos de uso único.

Inovação

Em março, acontece em Nova Iorque a Assembleia Ambiental da ONU, by ONU/Florence Westergard

O poliéster é um tipo de plástico e o tecido mais comum em roupas produzidas em massa. O processo químico agora revelado consegue extrair este material a partir de tecidos e criar um novo fio, anunciado como o primeiro produto têxtil do mundo feito inteiramente de roupas usadas.

O processo está a ser testado em Los Angeles, nos Estados Unidos, usando roupas de lojas locais e processando cerca de 100 quilos por dia.

O equipamento necessário para este processo cabe numa pequena caixa, o que facilita a sua execução e transporte. Essas caixas deverão começar a ser enviadas em breve para países com classe média em crescimento e altos níveis de consumo.

O material que não é utilizado é incinerado para produzir energia e alimentar o equipamento, mas a caixa também pode ser alimentada por painéis solares.

Oceanos

Um dos fundadores desta empresa, Akshay Sethim, explica que o primeiro passo foram os tecidos, mas a mesma técnica "pode processar embalagens, garrafas, recipientes, filmes e embalagens.”

Sethim diz que, no futuro, quer fazer caixas que reciclem embalagens, tapetes e  outros tipos de materiais. O empresário afirma que o processo é uma arma na batalha contra a poluição por plásticos marinhos.

Quando os plásticos começam a quebrar, criam-se microplásticos que são um problema na conservação dos oceanos e da sua vida marinha. Segundo algumas estimativas, neste momento existem nos mares até 51 trilhões de partículas microplásticas, 500 vezes mais do que as estrelas da nossa galáxia.

Encontro

Como parte da campanha Mares Limpos, o Pnuma incentiva designers, inventores e investigadores a procurar maneiras de combater o uso de plástico.

Soluções pioneiras para o problema do plástico e outras crises ambientais vão estar no centro da quarta Assembleia Ambiental da ONU, que acontece em Nova Iorque em março deste ano.

O tema do encontro é pensar além dos padrões vigentes e viver dentro de limites sustentáveis.

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