ONU pede que eleitores aproveitem “oportunidade histórica” na RD Congo
BR

28 dezembro 2018

Votação para eleições presidenciais, legislativas e provinciais está marcada para domingo, 30 de dezembro; secretário-geral pede acesso seguro às áreas afetadas pelo ebola; surto da doença já provocou 356 mortos desde agosto.

Antes das eleições gerais marcadas para domingo, o secretário-geral se dirigiu às autoridades, aos líderes políticos, à Comissão Nacional Eleitoral Independente, Ceni, e à administração civil da República Democrática do Congo, RD Congo.

António Guterres disse, em mensagem, que todas as partes devem continuar trabalhando em conjunto “para garantir um ambiente livre de violência, para que todos os eleitores possam votar de forma pacífica”.

Preparativos Eleitorais na República Democrática do Congo: um lembrete do papel do oficial antes, durante e depois das urnas. Foto: Monusco/Alain Likota

Instituições

A votação para as eleições presidenciais, legislativas e provinciais congolesas tinha sido marcada para o fim de semana passado, mas foi adiada para 30 de dezembro por causa da “falta de preparação” das autoridades eleitorais.

O chefe da ONU incentiva os congoleses a aproveitar a “oportunidade histórica de participar na consolidação das instituições democráticas do país”.

Guterres lembra a todos os que participam no processo que eles “têm um papel crítico a desempenhar na prevenção da violência eleitoral, se abstendo de qualquer forma de provocação e mostrando a máxima contenção em suas palavras e ações”.

Diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. Foto: ONU/Daniel Johnson

Ebola

O secretário-geral pede ainda que “todos protejam e garantam o acesso seguro aos serviços de saúde nas áreas afetadas pelo ebola”. A nota do secretário-geral reitera o compromisso da ONU em continuar a apoiar uma transição pacífica de poder, no país da região africana dos Grandes Lagos.

Agências de notícias informaram que uma clínica onde são acompanhados casos suspeitos de ebola foi atacada na quinta-feira na cidade oriental de Beni.

Em nota, o diretor geral da OMS disse que o progresso no combate “ao segundo pior surto de todos os tempos” na RD Congo pode ser revertido se as ações para conter a doença não continuarem em pontos críticos de Beni e em Butembo, o epicentro do surto.

Transmissão

Para Tedros Ghebreyesus, as ações na resposta ao ebola chegaram ao momento crucial,  e após o reforço das atividades de campo foram observados “sinais de esperança” em muitas áreas, incluindo a recente diminuição de casos em Beni.

O chefe da OMS destaca que “esses ganhos podem ser perdidos se houver um período de insegurança prolongada”. O resultado seria um aumento da transmissão do vírus que criaria “uma tragédia para a população local, que já sofreu demais”.

Desde 1 de gosto, o surto matou 356 das 585 pessoas infectadas. Somente nas últimas três semanas foram registrados 20% de todos os casos da doença.

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