Economia do Brasil pode crescer 2% em 2019, revela relatório regional
BR

27 dezembro 2018

Média da expansão na América Latina e o Caribe será de 1,7%; Cepal prevê maior crescimento entre os países para ilha de Dominica, com 9%; projeções para Venezuela, Nicarágua e Argentina apontam para contração no próximo ano.

A Comissão Econômica da América Latina e do Caribe, Cepal, projeta um crescimento de 2% na economia do Brasil. Na outra grande economia da região, o México, a expectativa é de 2,1% de expansão.

O Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe, lançado recentemente em Santiago, Chile, projeta uma dinâmica de crescimento com intensidades distintas entre países e sub-regiões.

No México, a expectativa é de 2,1% de expansão. Foto: Unicef/Adriana Zehbrauskas

Consumo e investimento

Essa situação se deve aos impactos diferenciados do contexto internacional em cada economia e à dinâmica dos componentes dos gastos, principalmente o consumo e o investimento que seguem padrões distintos entre as economias do norte e as do sul.

Em nível sub-regional, a América Central deve crescer 3,3% em 2019. A América do Sul, 1,4% e o Caribe, 2,1%.  

A maior expansão entre os países seria na ilha de Dominica, com 9%. A seguir estariam a República Dominicana com 5,7%, o Panamá com 5,6%, a Antígua e Barbuda com 4,7% e a Guiana com 4,6%.

A expectativa é de que a economia da Venezuela registre uma contração de 10%, a Nicarágua de 2% e a Argentina de 1,8%.

Crescimento

A comissão da ONU revela que no ano de 2019 as incertezas econômicas mundiais serão maiores e provenientes de diferentes áreas. O impacto será sentido na expansão da economia da América Latina e do Caribe que, em média, deve crescer 1,7%. A previsão inicial de crescimento em 2019 anunciada em outubro passado era de 1,8%.

A secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, disse que é preciso contar com políticas públicas para reforçar as fontes de crescimento e fazer frente ao panorama de incerteza em nível global.

Para a chefe da Cepal é necessário fortalecer o papel ativo da política fiscal da região em relação às receitas e aos gastos. A recomendação é reduzir a economia ilegal, a evasão fiscal e os fluxos financeiros ilícitos. Ao mesmo tempo “é preciso fortalecer os impostos diretos e os impostos do tipo verdes.”

Segundo o estudo, a região da América Latina e do Caribe enfrentará um cenário econômico mundial complexo nos próximos anos com a previsão de uma redução da dinâmica do crescimento, tanto dos países desenvolvidos como das economias emergentes.

Foto: Meridith Kohut/Irin
Expectativa é de que a economia da Venezuela registre uma contração de 10%.

Mercados

Essa situação deve ser acompanhada pelo aumento na fragilidade dos mercados financeiros internacionais, pelo enfraquecimento estrutural do comércio internacional e pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.

O maior risco em termos do desempenho na economia em nível regional para 2019 é a piora repentina das condições financeiras para as economias emergentes.

Em 2018, mercados emergentes como a América Latina foram marcados pela redução nos fluxos de financiamento externo por causa do aumento de risco soberano e da perda de valor das moedas em relação ao dólar.

Segundo a Cepal não podem ser descartados novos episódios de piora nas condições financeiras futuras.  Também não podem ser desconsiderados os efeitos sobre os países que dependerão da exposição destes em termos de suas necessidades e perfis de financiamento externo.

*Com reportagem da ONU Brasil

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