Iêmen: observadores veem “sinal dos efeitos positivos do cessar-fogo” em Hodeida
BR

24 dezembro 2018

Na primeira avaliação, grupo avançado relata regresso de deslocados; monitores querem reunir grupo para supervisionar cessar-fogo na quarta-feira; líder dos monitores já se reuniu com representantes das partes iemenitas em Sanaa e Áden.

A ONU anunciou que o grupo avançado de observadores, liderado pelo general Patrick Cammaert, tem como prioridade organizar a primeira reunião conjunta do Comitê de Coordenação e Reimplantação no Iêmen.

Uma nota da organização revela que todos os supervisores do cessar-fogo devem se reunir na quarta-feira.

Grupo observou a situação atual e os acessos à cidade de Hodeida
Grupo observou a situação atual e os acessos à cidade de Hodeida. Foto Ocha/ Giles Clarke

Sinal

Esta segunda-feira, o grupo observou a situação atual e os acessos à cidade de Hodeida, em particular as vias do leste e do sul, que estavam bloqueadas.
De acordo com o grupo, o regresso de deslocados internos é “um sinal dos efeitos positivos do cessar-fogo que parece estar funcionando”, desde que entrou em vigor em 18 de dezembro.

Foi no domingo que os monitores chegaram à cidade portuária para trabalhar ao lado de forças do governo e dos rebeldes.

Compromisso

Antes da sua chegada a Hodeida, Patrick Cammaert se reuniu com os membros houthis que integram o Comitê na capital iemenita, Sanaa. Ele disse ter sido “tranquilizado sobre o compromisso dos houthis com a implementação do acordo de Estocolmo”.

O general Cammaert declarou que está animado pelo entusiasmo geral de ambos os lados em trabalhar imediatamente.

O presidente do Comitê de Coordenação de Reimplementação desembarcou no sábado na cidade de Áden. Ele se reuniu com representantes do governo que fazem parte de mecanismo de observação.

Durante a discussão, o oficial enfatizou que o sucesso ou o fracasso do Acordo de Estocolmo dependia exclusivamente das partes. O apelo feito ao Governo do Iêmen e à aliança internacional é que mantenham o cessar-fogo.

Cidade portuária

O oficial pediu ainda que as partes mostrem seu compromisso e cooperação para garantir um fluxo livre da ajuda humanitária para todo o país, de forma urgente, a partir da cidade portuária.

Segundo as Nações Unidas, a guerra que piorou em 2015 aumentou as necessidades no país árabe, que já é um dos mais pobres do mundo.

Cerca de 16 milhões de pessoas não têm comida, água potável e remédios na nação que está à beira da fome.

O conflito no Iêmen envolve o governo, reconhecido pela comunidade internacional, e combatententes da oposição houthi, que controlam a capital, Sanaa,  e outros locais importantes. 

 

O Iêmen é a pior crise humanitária do mundo, com 22 milhões de pessoas afetadas.
PMA/Jonathan Dumont
O Iêmen é a pior crise humanitária do mundo, com 22 milhões de pessoas afetadas.

 

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