Síria: nova publicação expõe danos em 518 edifícios da cidade de Alepo
BR

18 dezembro 2018

Estudo inclui análises feitas em museus, mercados, locais de culto e outros edifícios históricos; Unesco e Unitar captaram imagens de satélite e enviaram  historiadores e arqueólogos para realizar a pesquisa.

Uma nova publicação lançada pelas Nações Unidas contém detalhes sobre os danos causados ​​à cidade síria de Alepo. Durante quatro anos, a área urbana foi palco de confrontos entre forças do governo e rebeldes.

A pesquisa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura, Unesco, e do Instituto da ONU para Formação e Pesquisa, Unitar, é apresentada dois anos após a recuperação do patrimônio mundial pelo governo.

Estudo “Cinco Anos de Conflito: O Estado do Patrimônio Cultural na Cidade Antiga de Alepo" detalha o estado de 518 propriedades.
Estudo “Cinco Anos de Conflito: O Estado do Patrimônio Cultural na Cidade Antiga de Alepo" detalha o estado de 518 propriedades. Foto: Acnur/Susan Schulman

Edifícios

O estudo “Cinco Anos de Conflito: O Estado do Patrimônio Cultural na Cidade Antiga de Alepo" detalha o estado de 518 propriedades. Entre os edifícios antigos estão a antiga cidadela e a grande mesquita que datam do Século 2 AC.

Desse total, 56 edifícios foram destruídos e houve danos graves em 82, moderados em 270, parciais em 20 e oito sem estragos visíveis. Mais de 1,4 mil locais foram avaliados e os danos foram encontrados em mais de mil pontos.

A avaliação inicial foi feita através de imagens de satélite, antes da visita de historiadores e arqueólogos que fizeram um exame mais detalhado nesses locais.

Exame

O documento oferece uma cronologia da batalha de Alepo e uma breve história da cidade destacando os primeiros assentamentos que remontam a 5000 AC. Alepo fez parte do império de Alexandre, o Grande, e integrou a Síria como província romana e bem como os territórios persas.

A cidade também foi referência na ascensão do cristianismo e do islamismo antes de se tornar a capital do Estado de Aleppo, tal como o território era conhecido antes de integrar a Síria moderna.

A diretora geral da Unesco, Audrey Azoulay destaca a importância de Alepo como um dos seis lugares da Síria que fazem parte do Patrimônio Mundial em Perigo da agência.

Avaliação inicial foi feita através de imagens de satélite, antes da visita de historiadores e arqueólogos que fizeram um exame mais detalhado
DigitalGlobe WorldView Images/U.S. Department of State; Humanitarian Information Unit; NextView License (©2018 DigitalGlobe)
Avaliação inicial foi feita através de imagens de satélite, antes da visita de historiadores e arqueólogos que fizeram um exame mais detalhado

Melhores Práticas

De acordo com a representante, a nova publicação expõe detalhes de uma cidade que “já foi reconhecida como um exemplo de melhores práticas no campo da conservação urbana.”

Alepo está parcialmente em ruínas “com seus inestimáveis ​​marcos históricos e manifestações culturais gravemente danificados ou destruídos”, destaca a representante.

Os edifícios que constam da pesquisa incluem museus, mercados, locais de culto e outros edifícios históricos. A Unesco apela à restauração da herança cultural de Alepo “como parte do processo de cura das comunidades após a crise”.

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