Guterres: “mudança climática é a maior ameaça à segurança humana” 

1 dezembro 2018

Secretário-geral da ONU participa na reunião do G20; Guterres fez apelo ao investimento na economia sem emissões; setor privado deve mobilizar US$ 100 bilhões por ano para adaptação dos países em desenvolvimento.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que são grandes os problemas que existem causados pela mudança climática e que o mundo vive um momento de incerteza devido à rutura climática.

Em discurso no encontro dos 20 países mais desenvolvidos do mundo, G20, o chefe da ONU lembrou que os relatórios científicos confirmam “que a mudança climática é a maior ameaça à segurança humana e ao desenvolvimento sustentável.”

Aviso

Guterres disse acreditar no sucesso da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP24, by ONU News/Natalia Montagna

Guterres reafirmou que é possível combater as alterações climáticas e promover o desenvolvimento económico, afirmando que “uma ação climática ambiciosa não só diminuirá a subida da temperatura como será boa para a economia, para a saúde pública e para o meio ambiente.”

Neste discurso, Guterres disse que o recente Relatório Especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas deixou bem claro que há pouco tempo para limitar o aumento da temperatura global em 1,5 grau Celsius, por isso, avisa que se nada for feito será necessário enfrentar “mudanças climáticas descontroladas com impactos irreversíveis.”

Três anos após o Acordo de Paris, o Relatório de Lacunas de Emissões Ambientais da ONU constata que a maioria das economias do G20 não está a cumprir suas promessas sendo espectável que o planeta aqueça 3 graus Celsius antes do final do século. 

Guterres apela, por isso, aos países que cumpram suas promessas e elevem sua ambição. Um pedido que o secretário-geral estende ao setor privado, solicitando a mobilização de US$ 100 bilhões por ano para a adaptação nos países em desenvolvimento.

Ações Transfomadoras

Guterres lembrou ainda os líderes dos do G20 que os seus países “têm o poder de dobrar a curva de emissões” porque as suas economias “são responsáveis pela grande maioria das emissões de gases de efeito estufa.”  Para ele são necessárias ações climáticas transformadoras em cinco áreas económicas importantes: energia, cidades, uso dos solos, água e indústria.

O líder da ONU elogiou aqueles países que demonstram a viabilidade económica da ação climática e pediu uma reflexão sobre “o verdadeiro custo da poluição promovendo o preço do carbono, investindo em energia renovável e eliminando os subsídios aos combustíveis fósseis.” Guterres pediu também “uma transição justa para os trabalhadores das regiões que estão ligados a setores tradicionais que enfrentam a transformação pela ação climática. Aqui também, o princípio de não deixar ninguém para trás é válido.”

O secretário-geral da ONU conclui a sua intervenção com o apelo aoG20 de que “envie um sinal poderoso ao mundo de que o crescimento económico forte e a limitação das emissões de carbono são possíveis e compatíveis”, só assim será possível cumprir a promessa da Agenda 2030.

 

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