ONU recebeu denúncias não confirmadas de uso de agentes químicos na Síria

Criança carregando água em Aleppo, na Síria.
Unicef/Alessio Romenzi
Criança carregando água em Aleppo, na Síria.

ONU recebeu denúncias não confirmadas de uso de agentes químicos na Síria

Direitos humanos

Informação foi confirmada pela Organização Mundial de Saúde; de acordo com autoridades locais, 122 pacientes foram recebidos por dois hospitais de Alepo.

A Organização Mundial de Saúde, OMS, confirmou esta quinta-feira ter recebido notificações não confirmadas de pessoas em Alepo com sintomas que podem ser consistentes com a exposição a agentes químicos.

De acordo com relatos não confirmados, dezenas de pacientes foram admitidos nos dois hospitais públicos de Alepo. A Direção de Saúde da cidade afirma que 122 pessoas foram recebidas pelos dois hospitais.

Os edifícios que constam da pesquisa incluem museus, mercados, locais de culto e outros edifícios históricos.
Aspeto da destruíção em Aleppo, na Síria, by UNICEF/UN056256/Ebo

Eventos

Em nota, a agência da ONU diz que as denúncias foram feitas por volta da meia-noite do sábado passado, 24 de novembro.

O escritório do Departamento de Segurança e Proteção das Nações Unidas na Síria também divulgou informações não confirmadas de que as áreas de Al-Zahraa, Al-Khaldiyyeh e Nile Street, em Alepo, tinham sido bombardeadas com morteiros que incluíam um tipo desconhecido de gás incendiário.

A OMS ativou os seus procedimentos de emergência para ajudar a resposta do setor de saúde pública. Também distribuiu, de imediato, os materiais solicitados pelos dois hospitais públicos e pelo Crescente Vermelho Árabe Sírio.

A agência foi informada de que todos os pacientes receberam alta dos hospitais até o dia 25 de novembro, depois de receberem tratamento.

Prevenção

A OMS tem ajudado o país a se preparar para ataques químicos desde 2012, pouco depois do início da guerra. Publicou protocolos, treinou pessoal hospitalar, distribuiu equipamentos e fez campanhas de informação.

Na cidade de Alepo, a agência treinou 265 médicos em medidas imediatas de descontaminação, encaminhamento, triagem e tratamento.

A OMS termina a nota reiterando a declaração do secretário-geral sobre o tema. Para António Guterres, “qualquer uso confirmado de tais armas, por qualquer parte e sob quaisquer circunstâncias, é abominável e uma clara violação do direito internacional.”