ONU recebeu denúncias não confirmadas de uso de agentes químicos na Síria

29 novembro 2018

Informação foi confirmada pela Organização Mundial de Saúde; de acordo com autoridades locais, 122 pacientes foram recebidos por dois hospitais de Alepo.

A Organização Mundial de Saúde, OMS, confirmou esta quinta-feira ter recebido notificações não confirmadas de pessoas em Alepo com sintomas que podem ser consistentes com a exposição a agentes químicos.

De acordo com relatos não confirmados, dezenas de pacientes foram admitidos nos dois hospitais públicos de Alepo. A Direção de Saúde da cidade afirma que 122 pessoas foram recebidas pelos dois hospitais.

Aspeto da destruíção em Aleppo, na Síria, by UNICEF/UN056256/Ebo

Eventos

Em nota, a agência da ONU diz que as denúncias foram feitas por volta da meia-noite do sábado passado, 24 de novembro.

O escritório do Departamento de Segurança e Proteção das Nações Unidas na Síria também divulgou informações não confirmadas de que as áreas de Al-Zahraa, Al-Khaldiyyeh e Nile Street, em Alepo, tinham sido bombardeadas com morteiros que incluíam um tipo desconhecido de gás incendiário.

A OMS ativou os seus procedimentos de emergência para ajudar a resposta do setor de saúde pública. Também distribuiu, de imediato, os materiais solicitados pelos dois hospitais públicos e pelo Crescente Vermelho Árabe Sírio.

A agência foi informada de que todos os pacientes receberam alta dos hospitais até o dia 25 de novembro, depois de receberem tratamento.

Prevenção

A OMS tem ajudado o país a se preparar para ataques químicos desde 2012, pouco depois do início da guerra. Publicou protocolos, treinou pessoal hospitalar, distribuiu equipamentos e fez campanhas de informação.

Na cidade de Alepo, a agência treinou 265 médicos em medidas imediatas de descontaminação, encaminhamento, triagem e tratamento.

A OMS termina a nota reiterando a declaração do secretário-geral sobre o tema. Para António Guterres, “qualquer uso confirmado de tais armas, por qualquer parte e sob quaisquer circunstâncias, é abominável e uma clara violação do direito internacional.”

 

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