Malária matou cerca de 435 mil pessoas no mundo em 2017
BR

19 novembro 2018

Moçambique está no grupo de 15 países com metade de todos os casos da doença em nível global; Brasil teve crescimento de 50% de pacientes em um ano; desafios incluem aumento de pacientes em países mais afetados e falta de financiamento.

 

Pelo menos 219 milhões de pessoas contraíram malária no mundo em 2017. O número representa uma queda de casos de 0,9% em relação ao ano anterior, segundo o Relatório Mundial da Malária.

No ano passado, cerca de 435 mil pessoas perderam a vida devido à doença. O estudo lançado esta segunda-feira, em Genebra, revela que a queda de casos fatais foi de quase 6% em relação a 2016.

O Brasil teve 194.370 casos de malária em 2017, o que marca um crescimento de 50% em relação ao ano anterior. Foto: Captura vídeo Opas.

Redução

A OMS indica que em 2017 houve uma redução de 18% na incidência, ou cerca de 20 milhões de casos a menos, quando comparado a 2010. Já entre 2015 e 2017, a agência assinala que não houve progresso significativo para reduzir a malária em nível global.

No ano passado, Moçambique teve mais de 9,8 milhões de casos, estando na lista de cinco nações com quase metade dos casos de malária de todo o mundo. Esta segunda-feira, uma nova abordagem para acelerar o combate à doença será lançada no país.

O Brasil teve 194.370 casos de malária em 2017, o que marca um crescimento de 50% em relação ao ano anterior. A OMS acredita que o Brasil ainda está em vias de reduzir o número de casos entre 20% a 40% até 2020.

Ainda nos países lusófonos, Angola teve mais de 3,8 milhões de casos e a Guiné-Bissau 90 mil casos no ano passado.  Na lista dos países que podem eliminar a doença até 2020 estão Cabo Verde, que teve 423 casos, e Timor-Leste com 36 pacientes no período analisado.

África Subsaariana

O relatório destaca que a região africana teve 200 milhões de casos de malária em 2017. O número corresponde a 92% do total mundial. O Sudeste Asiático teve 5% e o Leste do Mediterrâneo 2%

As crianças menores de cinco anos são o grupo mais vulnerável de contrair a doença. Em 2017, seis em cada 10 mortes pela malária foram desses menores de idade em todo o mundo.

Os desafios no combate à doença incluem o continuo aumento de casos em países mais afetados e o financiamento inadequado em nível nacional e internacional. Entre os 41 países com o maior número de pacientes, o financiamento por pessoa em risco de malária foi de US$ 2,32.

A OMS destaca que continua ocorrendo níveis de resistência tanto do parasita aos antimaláricos, como dos mosquitos aos inseticidas no que ameaça deter os progressos.

 

 

 

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