Força para combater terrorismo no Sahel faz “progressos notáveis”, diz ONU

15 novembro 2018

Pelo menos 80% das tropas da aliança já foram disponibilizados pelos cinco países integrantes da Força Conjunta G5 do Sahel; subsecretário geral para as Operações de Paz quer fundos equipamento, infraestrutura e bases seguras para ações.

As Nações Unidas defendem que “agora mais do que nunca”, a Força Conjunta G5 do Sahel depende do apoio da comunidade internacional após ter feito progressos notáveis na criação de efetivos.

A aliança foi formada no ano passado pelo Burquina Fasso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger para combater grupos terroristas e criminosos na região africana.

Autoridade

O subsecretário-geral para as Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, disse que os Estados da força internacional mobilizaram mais de 80% das tropas, acolhem as instalações e transferiram a autoridade a todos os postos de comando.

Exército da Nigéria patrulha o deserto do Saara procurando membros do Isil e do Boko Haram, by Unicef/Gilbertson V

Sobre o que ainda deve ser feito na aliança, Lacroix lembrou que a força ainda não tem capacidade plena. As dificuldades incluem equipamentos, infraestrutura insuficiente e a falta de bases seguras para a operacionalização total.

Doadores

A Missão da ONU no Mali, Minusma, apresenta um deficit de financiamento de quase US$ 30 milhões para dar apoio à força conjunta, tal como está previsto na resolução 2391 do Conselho de Segurança.

A União Europeia é um dos doadores principais desde o início da aliança. Mas quase 50% das promessas de todos os contribuintes ainda não foram cobertas.

Outro apelo das Nações Unidas e dos chefes de Estado do G5 do Sahel é que o Conselho aprove um mandato do Capítulo VII para a força regional, que autoriza o uso da força em caso de descumprimento.

Insegurança

Em relatório sobre a região apresentado ao órgão, o secretário-geral, António Guterres, destaca que o sucesso da força depende da resolução das causas profundas da insegurança e instabilidade, que incluem a má governação e o subdesenvolvimento.

Para a o chefe da ONU, também é preciso haver maior clareza, progressos adicionais e a criação de um conceito estratégico sobre as operações dessa força além de se melhorar a estrutura institucional.

O desfecho do processo de paz do Mali também é visto por António Guterres como fundamental nos esforços de estabilização da região.

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